Tesouro Direto ou CBD: como escolher?

Quem entende o mínimo de investimento sabe que a tradicional poupança não rende nada. Para fugir dela, apostar em uma Renda Fixa é uma boa saída. Tesouro Direto ou CDB? Quer saber como escolher?

A poupança é usada pelos brasileiros há mais de 150 anos. É mais fácil, prática e segura. Mas não é nada atrativa para quem quer fazer o dinheiro render.

tesouro direto ou cdb
Tesouro Direto ou CDB? Entenda como funciona cada um, para escolher o melhor

Em vez de deixar seu dinheiro praticamente parado na poupança, uma saída é apostar em investimentos como Tesouro Direto e CDB. A seguir vamos comparar esses dois investimentos, em relação aos seguintes fatores:

  • Segurança e riscos
  • Custos e Tributação
  • Aporte inicial
  • Liquidez
  • Rentabilidade

O que é CDB?

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de Renda Fixa que coloca você como credor de instituições financeiras, diferente do Tesouro Direto, onde quem emite é o governo. O investidor concede um empréstimo ao banco, para uso em diversas funções da instituição, por exemplo empréstimos a clientes do banco.

A rentabilidade do CDB, em geral, é dada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referente à taxa pela qual os bancos fazem empréstimos entre si. O CDI costuma apresentar um desempenho semelhante à variação da taxa básica de juros da economia (a taxa Selic).

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um Título Público emitido pelo Tesouro Nacional. O programa foi criado pelo Governo Federal em 2002 para permitir a negociação de títulos públicos da dívida federal. Funciona como o empréstimo do CDB, porém no Tesouro Direto quem recebe o dinheiro é o governo, para captar recursos e financiar seus projetos, em áreas como infraestrutura e educação.

Segundo o balanço do Tesouro Nacional, 60.278 pessoas se cadastraram no programa em setembro de 2017. E hoje há mais de 1,6 milhões de investidores.

Tesouro Direto ou CDB?

Confira abaixo a análise de aspectos importantes para você escolher o melhor investimento: Tesouro Direto ou CDB.

Segurança e riscos

→ Tesouro Direto – É considerado o investimento com menor risco de crédito do país, já que é um Programa do Tesouro Nacional em parceria com a BM&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas. Em tese, se você sofrer um calote do Tesouro Nacional é porque todo o sistema quebrou, inclusive o do CDB.

→ CDB – Por ser oferecido por instituições privadas, é indicado procurar aquelas com maior solidez e um bom histórico. Embora com mais risco que o Tesouro Direito, o CDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC é mantido por aportes mensais das instituições financeiras do país, muito importante para a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. É uma organização não governamental que intervém em caso de interdição ou falência de banco ou corretora.

Custos e Tributação

Ambos sofrem tributação do Imposto de Renda (IR), cuja alíquota se reduz conforme o tempo de aplicação. O IR incide apenas sobre os rendimentos das aplicações e segue a tabela:

Tabela da alíquota regressiva do Imposto de Renda / Fonte: BM&FBovespa

Outro custo é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cobrado apenas nos primeiros 30 dias do investimento. Ao pedir o resgaste nesse período, o IOF é cobrado de forma proporcional ao tempo da aplicação.

→ Tesouro Direto – Tem também a taxa de custódia, cobrada pela BM&F Bovespa semestralmente, totalizando 0,30% ao ano.

→ CDB – Pode haver cobrança de uma taxa de administração pelo banco. Já algumas corretoras oferecem taxa zero.

Aporte, liquidez e rentabilidade

selicAporte inicial

Nesse ponto, os dois investimentos variam consideravelmente. Por isso, talvez esse seja um fator determinante na sua escolha.

→ Tesouro Direto – Por ser emitido pelo governo, tem opções para todos os públicos. É possível aplicar, em tese, a partir de R$30. Mostra-se, assim, como uma ótima opção para os pequenos investidores.

→ CDB – O aporte mínimo varia de acordo com o emissor. Geralmente, o capital mínimo é de R$5 mil. Mas se, por exemplo, você pegar um banco grande, não vai conseguir uma taxa melhor que a do Tesouro Direto sem investir pelo menos uns R$100 mil. O valor mínimo para conseguir uma boa rentabilidade costuma ser na casa dos R$30 mil.

Liquidez

→ Tesouro Direto – Tem liquidez sempre diária, pois você pode vender o título a qualquer momento. Como a venda desses papéis é a preço de mercado, você deve ter uma boa estratégia de ganhos. Por exemplo, vendendo no momento de alta e evitando o momento de baixa, para não ter rentabilidade negativa.

→ CDB – Pode ter carência, ou seja, você não pode vender antecipadamente durante um período. Por outro lado, a rentabilidade costuma ser maior. O CDB costuma ser resgatável apenas na data de vencimento do título, mas alguns têm liquidez diária. Quanto maior for o prazo de carência, maior será o percentual que o investimento irá render durante o período.

Rentabilidade

Há três tipos de rentabilidade da Renda Fixa:

Taxa prefixada – Acordada no momento da compra do título;
Taxa pós-fixada – Atrelada totalmente a um índice da economia;
Taxa híbrida – Taxa combinada somada a uma variação de algum índice.

→ Tesouro Direto – Você acha mais fácil as três alternativas.

CDB – Os grandes bancos costumam oferecer somente o modelo pós-fixado. Já as corretoras dispõem também das taxas prefixadas e híbridas.

Para comparar a rentabilidade do Tesouro Direto e do CDB, você deve analisar: tipo de título, prazo de vencimento e risco. Para o CDB, quanto maior o aporte mínimo, maior a rentabilidade.

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