Quer tornar sua startup global? Você pode começar por Miami

Já pensou em tornar sua startup global? Então, você precisa conhecer o StartOut Brasil. Consiste em um programa de internacionalização de startups que apoia a inserção de empresas brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo.

O programa é realizado em ciclos de imersão, em vários países: França, Alemanha, Estados Unidos, Argentina e Portugal. Estão abertas as inscrições para a quarta edição do StartOut Brasil, para uma semana de imersão no ecossistema de inovação de Miami, nos Estados Unidos.

Serão selecionadas 15 startups brasileiras, e a missão vai acontecer de 9 a 14 de setembro.

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O StartOut Brasil é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), Sebrae, Apex-Brasil e Anprotec.

Como o programa torna sua startup global?

As startups brasileiras recebem:

  • Contultoria para desenvolver a estratégia de expansão internacional;
  • Mentoria com foco no mercado de destino;
  • Treinamento para aprimorar o pitch (a apresentação da empresa a investidores e possíveis clientes).

Durante a missão, os empreendedores das startups têm a oportunidades de:

  • Conhecer o ecossistema de empreendedorimos do país visitado;
  • Tirar dúvidas com prestadores de serviços locais;
  • Fazer visitas a ambientes de inovação;
  • Explorar oportunidades de negócios;
  • Realizar reuniões com clientes e parceiros.

No último dia, é realizado o Demoday, quando as startups apresentam suas soluções para potenciais investidores do país.

No retorno ao Brasil, as startups contam com o apoio de especialistas para implementar sua estratégia de internacionalização e softlanding (como é chamado o processo de instalação da empresa no ecossistema de destino.

Sua startup pode participar?

O programa é destinado a startups brasileiras já estabelecidas, que estejam faturando, preferencialmente, acima dos R$500 mil, ou que tenham recebido algum tipo de investimento.

É importante também que as empresas tenham uma equipe 100% dedicada ao negócio e fluência em inglês. No caso de missões em outros países, em outros ciclos, a fluência no idioma do país de destino é desejável, mas não essencial.

É preciso, ainda, que a startup tenha capacidade de se expandir internacionalmente sem comprometer suas operações no país.

Inscrições até 19 de junho

Os empreendedores interessados devem se inscrever no site do programa até 19 de junho. O resultado será divulgado na tarde do dia 13 de julho. Vale lembrar que as inscrições devem ser preenchidas em inglês.

O StartOut Brasil vai oferecer uma passagem de ida e volta para as cinco startups mais bem colocadas no processo seletivo. As demais selecionadas devem arcar com os custos de transporte aéreo.

Para todas as startups, os gastos com seguro viagem, hospedagem, alimentação e deslocamento são de responsabilidade de cada integrante da missão.

Na inscrição, os empreendedores devem preencher um formulário com informações gerais sobre o modelo de negócio, a qualificação da equipe e os objetivos que pretendem alcançar com a expansão internacional.

O ciclo de imersão

Cada país é um ciclo de imersão. E em cada ciclo, as atividades são distribuídas em quatro fases, visando a oferecer ao empreendedor uma experiência completa.

1ª Fase: Seleção

As startups inscritas são avaliadas por uma banca de examinadores, que seleciona as 15 empresas mais habilitadas a serem preparadas para a imersão.

No processo de seleção, são avaliados o modelo de negócio da startup, a qualificação da equipe, o grau de inovação, a maturidade e os objetivos para inserção internacional.

2ª Fase: Capacitação

Logo após o resultado da seleção, as startups aprovadas iniciam um processo de preparação para a missão.

Durante seis a oito semanas, os empreendedores têm acesso a um pacote de capacitação que inclui:

  • Consultoria especializada em internacionalização;
  • Acesso à plataforma Passaporte para o Mundo da Apex-Brasil;
  • Conexão com mentores que conhecem o ecossistema de destino;
  • Workshop presencial em São Paulo;
  • Sessões online de treinamento de pitch.

3ª Fase: Missão

Durante a missão de imersão, as startups vão poder aprimorar os conhecimentos adquiridos na fase de preparação e vão ter a oportunidade de se conectarem com alguns dos principais players locais e prospectar oportunidade de negócios.

Os empreendedores terão acesso a:

  • Treinamento de pitch internacional;
  • Seminário de oportunidades;
  • Rodada de reuniões com prestadores de serviços locais;
  • Visitas a corporações com estratégia de inovação aberta, aceleradoras, startups de destaque e outros players importantes do ecossistema;
  • Apoio de matchmaker para agendamento de reuniões com potenciais parceiros de negócios;
  • Conexão com empreendedores brasileiros no ecossistema de destino;
  • Possibilidade de apresentação do seu negócio para investidores.

4ª Fase: Reconhecimento e Landing

Ao retornar da missão, as startups recebem acompanhamento personalizado, com as últimas sessões de consultoria, para aprimorar sua estratégia de expansão e maximizar as oportunidades identificadas no exterior.

Por fim, recebem apoio para se instalarem no país de destino ou para promover a exportação de seu produto ou serviço, conforme sua estratégia.

O empreendedor vai contar com o apoio das Embaixadas do Brasil, os serviços da Apex-Brasil e seus escritórios no exterior, bem como a rede internacional de parques tecnológicos da Anprotec para analisar a viabilidade de sua expansão.

Por que Miami?

Miami vem se destacando na cena do empreendedorismo dos Estados Unidos. A conexão com a América Latina, o fluxo de visitantes de todo o mundo e um número cada vez maior de novos empreendimentos inserem a cidade entre os principais polos de inovação do país.

Miami-Fort Lauderdale é considerada a região metropolitana com a maior atividade de startups, à frente de Austin, Los Angeles, San Diego e Las Vegas, de acordo com o Kauffman Index, organização que monitora a criação de novos negócios.

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A cidade levantou mais de US$700 milhões em fundos de investimentos para startups nos últimos 12 meses. Outros bons motivos para se instalar em Miami são a baixa incidência tributária, uma das menores dos Estados Unidos, além da localização estratégica, próxima a outras regiões do país e da América Latina.

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