Nômade digital: como trabalhar de qualquer lugar do mundo

Você já se imaginou trabalhando de qualquer lugar do mundo? É assim que vive e trabalha Raiam Santos, um nômade digital. Hoje ele inspira e ensina milhares de pessoas a mudarem seus estilos de vida, empreendendo através do marketing digital.

Conversamos com Raiam Santos depois de ele participar do On The Road, evento focado no movimento do nomadismo digital pelo mundo.

Nomadismo digital é para você?

O nomadismo digital vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil e no mundo. São pessoas que para trabalhar só precisam de um computador e internet, sem endereço fixo e podendo estar cada hora em uma cidade ou país diferente.

Mais do que uma modalidade de trabalho, o nomadismo digital é um estilo de vida. Requer muito planejamento e as ferramentas certas para otimizar tempo e custos.

Esse estilo de vida foi adotado, há alguns anos, por Raiam Santos. Depois de perder um emprego “tradicional” e procrastinar por muito tempo, ele investiu em conhecimento e em viajar o mundo trabalhando, criando suas próprias fontes de renda.

Raiam conta que o que o despertou para esse mundo foi o livro “Trabalhe quatro horas por semana”, de Timothy Ferriss.

“O título me chamou a atenção. Eu sempre fui preguiçoso, queria sempre ter o caminho mais rápido para certas coisas. E esse livro mostra um pouco de um novo lifestile [estilo de vida] que contraria tudo que nossos pais impuseram nas nossas vidas. Aquele caminho de fazer uma faculdade, um estágio, conseguir um emprego em uma multinacional, passar em um concurso público, uma promoção e depois se aposentar.”

O título do livro parece meio sensacionalista, no mundo onde o padrão sempre foi trabalhar oito horas por dia em um escritório. Você já se imaginou trabalhando somente quatro horas por semana?

“Ele prova que esse modelo está ultrapassado e que os novos ricos são aqueles que têm abundância de tempo. As pessoas só pensam no dinheiro, mas o autor Tim Ferriss mostra que o tempo é tão ou mais importante do que o dinheiro. Porque o dinheiro é infinito, tem muito pelo mundo e se quiser mais é só imprimir, mas o tempo você não pode trazer de volta.”

Esse livro foi um grande divisor de águas na vida de Raiam, que procrastinou durante um ano e meio para colocar as coisas em prática. “E no que eu fui colocando, com site, livro, curso online, eventos e palestras, acabou dando tudo certo e eu sou um cara muito grato por ser referência nesse mercado de nômade digital no Brasil.”

Mas, é bem verdade que esse estilo de vida de nômade digital não é para todo profissional.

Tem que ter atitude. É aquela coisa do perfil empreendedor, ninguém vai entregar nada na sua mão. Você tem que correr atrás de criar fontes de receita, criar conteúdo, impactar a vida das pessoas ou ficar muito bom em alguma plataforma, para abrir seu laptop e trabalhar de qualquer lugar do mundo.

Além de “sangue empreendedor”, Raiam explica que outro ponto muito importante é o domínio da língua inglesa. “Porque é impossível você viajar o mundo sem falar inglês”, justifica.

Como se tornar um nômade digital?

Se você se interessa por esse estilo de vida e quer se tornar um nômade digital, confira a seguir algumas dicas de Raiam Santos.

– Para quem tem um emprego

“O primeiro passo, se a pessoa tem um emprego, é convencer seu chefe a trabalhar remoto. Mostrar para o chefe que você consegue entregar mais e ser mais produtivo trabalhando de casa.”

Como? Você pode usar, por exemplo, os seguintes argumentos:

– “Se estou em casa, sei que vou ter que entregar mais porque as pessoas do escritório não estão aqui para me observar.”
– “Se estou trabalhando de casa, ganho pelo menos duas horas do meu dia que eu estaria no trânsito.”

– Para quem ainda está na faculdade

“É você aprender as plataformas de compra de tráfego. São plataformas que pouca gente sabe mexer e vão te dar liberdade tanto geográfica quanto financeira de trabalhar de qualquer lugar do mundo.”

As principais plataformas são:

Google Ads
Facebook Ads
Instagram Ads
Taboola
Outbrain
Bing Ads

Dá para aprender sozinho?

Se você ainda não domina ou nunca ouviu falar das plataformas citadas acima, calma! Raiam garante que dá para aprender muita coisa sozinho, pela Internet.

“A nova geração, ou seja, as pessoas que nasceram depois de 1995, têm uma grande vantagem sobre nós. Eu nasci em 1990. Enquanto eu precisava de um intermediário para buscar informação, se eu tinha uma dúvida perguntava para minha avó, minha mãe, minha professora ou para a Enciclopédia Barsa, quem nasceu depois de 95, quando se deu por gente já tinha o Google.”

Essas pessoas são muito mais autodidatas do que a “velha guarda”, ele explica. “Eles abrem um vídeo no YouTube e aprendem a publicar livro na Amazon. É muito rápido. E não precisam de ninguém.”

Raiam vende produtos que ensinam o nomadismo digital, com os quais ele ganha dinheiro. Mas em seu Instagram e no blog Mundo Raiam, ele oferece conteúdo gratuito para quem também quer ser um nômade digital.

“O meu diferencial é que eu já passei por isso e organizo essa informação. Eu entrego minha experiência, como eu fiz, como você pode fazer e outras alternativas. Mas, realmente, se você não quiser pagar pelo meu produto, dá para fazer sozinho.”

Sendo bem sincero, dá para aprender sozinho, mas tem que ter aquela disciplina, aquele dom para procurar a informação certa no lugar certo, e aplicar aquilo. O mais importante de tudo é aplicar.

Melhores países para nômades digitais

Raiam já passou por várias cidades pelo mundo. Ele destaca como melhores lugares para nômades digitais os países do Leste Europeu.

“Se você traça uma reta no meridiano em cima de Berlim, é tudo à direita que está dentro da Europa.”

Motivos para ser nômade digital no Leste Europeu:

1) Custos muito mais baixos que no Brasil;
2) As pessoas falam inglês (a não ser na Rússia);
3) Internet rápida;
4) Infraestrutura e segurança muito boas;
5) Diversão.

“Essas são as coisas principais que o nômade digital busca. Já morei e gostei muito da Bulgária e da Hungria. Já passei pela Ucrânia também e é um lugar muito legal, mas um pouco menos seguro que Hungria e Bulgária. Na Ásia, gosto muito da Tailândia, que acaba sendo duas ou três vezes mais barato que o Brasil. E no Brasil, como nômade digital, gostei muito de morar em Belo Horizonte.”

Semana da Liberdade

De 26 a 30 de novembro Raiam faz a Semana da Liberdade. “É uma série de vídeos onde eu mostro como as pessoas podem dar os primeiros passos nesse mundo de nomadismo digital.”

No primeiro vídeo, ele conta sua história. No segundo, fala sobre essas fontes de renda passiva. E no terceiro vídeo, explica sobre a parte de viajar o mundo.

“O segundo é mais para ganhar dinheiro, e o terceiro, como você compra passagem barata, hospedagem barata, como você faz amigos naquela cidade, como planeja a próxima cidade para morar, o que você faz em termos de saúde, seguro e dinheiro, para pagar menos impostos, IOF, cartão de crédito, essas coisas.”

O conteúdo é todo gratuito e basta cadastrar seu e-mail para participar. “É basicamente isso, você vai curtir para caramba!”, ele promete.

Confira alguns temas da Semana da Liberdade:

Como é Possível Viajar o Mundo e o Mesmo Tempo Ganhar Uma Bela Bolada $$
Quais São os 4 Pilares de um Verdadeiro e Bem Sucedido Nômade Digital
Como Criar e Ter Diversas Fontes de Renda Passiva Para Bancar Seu Estilo de Vida
Como Viajar Muito Barato, Conhecer Pessoas Novas e Diversos Países

Raiam Santos: de economista em Wall Street a nômade digital

Nascido e criado na Vila da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, Raiam Santos tem uma trajetória de altos e baixos. Com 15 anos, passou em um concurso nacional de intercâmbio e recebeu uma bolsa de estudos para fazer high school nos Estados Unidos. Lá, começou a jogar futebol americano pelo time da escola.

Quando seu visto de estudante de intercâmbio expirou, com 16 anos, ele imigrou ilegalmente para os Estados Unidos para terminar seus estudos por lá. Seu excelente desempenho dentro de campo e da sala de aula renderam uma bolsa de estudos de 200 mil dólares para estudar na Wharton Business School, escola de negócios da Universidade da Pensilvânia.

Aos 20 anos ele já tinha diplomas em Economia, Relações Internacionais e Letras. Mudou-se para Nova Iorque e foi trabalhar na Bolsa de Valores. Com 23, perdeu o emprego e o visto de trabalho, e teve que voltar para o Brasil. Aqui, virou apresentador e comentarista de TV nos canais Esporte Interativo e ESPN. Mas foi demitido em rede nacional por causa de uma piadinha sobre paulista.

Aos 25 anos, ele virou escritor. Seu primeiro livro, “Hackeando Tudo”, está entre os livros mais vendidos do Amazon Brasil nas categorias Negócios e Autoajuda.

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