Michel Jager: o sucesso da rede de franquias Koni

Depois de um típico dia de praia no Rio de Janeiro, Michel Jager e seu sócio tiveram a ideia de abrir um restaurante de comida japonesa com a cara do carioca. Hoje a rede Koni está presente em vários pontos da cidade, e se expandiu para outros lugares por meio do sistema de franquias.

No Hacking Rio, Michel participou do painel “Empreendedores inovadores fazedores!!! Cadê a crise que tava aqui?”. Hoje ele é um dos sócios do Grupo Trigo, detentor da Koni Store, do Spoleto e da Domino’s Pizza.

A franquia Koni Store

O Koni não nasceu como uma franquia. Foi transformado em franquia depois de um tempo, e Michel conta que isso foi um processo muito natural.

“Muita gente nos procurava para ter a marca também. Então, aderimos a uma demanda. Depois eu fui entender a beleza de uma franquia, que é poder contar com empresários capacitados, que você escolheu para estar do seu lado. Para serem donos da marca junto com você e opinarem no seu negócio.”

Além disso, ele destaca a regionalidade um fator importante. “Eu nunca, daqui do Rio, vou entender tão bem o cliente de Brasília quanto o franqueado que mora lá.”

Para Michel, o sistema de franquia é a melhor maneira de tornar a empresa maior e expandir com mais rapidez. “E tendo gente competente para poder tocar in loco o seu negócio.”

Koni Michel Jager

Por que investir em franquia?

Para quem decide empreender, abrir uma franquia é uma opção. Muitas vezes, o empreendedor fica na dúvida se abre uma franquia ou cria seu negócio do zero.

Michel Jager destaca que a vantagem da franquia é “cortar caminho”. “Nós vivemos de ensinar e passar os padrões que conseguimos atingir, depois de ter errado e acertado algumas vezes.”

O bacana de uma rede, segundo ele, é pegar acertos e erros e poder aplicar em uma pluralidade de unidades e empreendedores.

“Esse aprendizado e melhoria contínuos fazem com que, de fato, não só empresário mas também a marca cresça mais rápido.”

O sistema de franquia, para Michel, permite cortar caminhos, proporciona menos erros e evita que se perca dinheiro.

Começar um negócio do zero

Michel Jager
Michel Jager, da Koni Store (Foto: Marcelo Correa)

Diferentemente de quem pode já começar um negócio com uma franquia de sucesso, Michel tirou o Koni do papel e começou do zero.

Ele conta que, no início, uma das maiores dificuldades foi se adaptar aos primeiros erros.

“Você pode fazer o business plan mais perfeito do mundo, o papel vai aceitar tudo que você colocar, e a planilha também. Quando você vai jogar o jogo e, de fato, coloca em prática, vê que muita coisa estava equivocada.”

No entanto, Michel lembra que foi justamente essa dificuldade que levou o negócio para frente. “Foi também aquilo que nos catapultou para um conhecimento mais maduro, que é passar pelas adversidades iniciais.”

“Bota pra fazer”

Quando perguntamos a Michel Jager que conselho ele daria para quem quer empreender, a resposta foi bem rápida: “Bota pra fazer”.

Ele explica que o mais difícil é aquela ansiedade, aquele frio no estômago no início. “Você pensa: vou pegar um dinheiro, eventualmente, que não tenho, e posso quebrar. Acho que esse é o primeiro passo que você precisa vencer, e dar crédito a sua ideia.”

Michel acredita que o empreendedor tem um ciclo de consciência e confiança não linear, que oscila muito. Não é sempre crescente.

“Primeiro você tem aquela ideia genial. Aí você dorme em cima dela e pensa: não é tão boa assim porque tem esse ou aquele erro. Em vez de matar essa ideia, entende as falhas dela, para que você possa ir resolvendo. Mas sem deixar de tentar atingir aquele objetivo ao qual você se propôs no início.”

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