Leão Taxista: fidelizando passageiros com marketing e PNL

Responda rápido: nos negócios, você é leão ou hiena? Não sabe? Então você precisa conhecer a história de Cláudio Paixão, mais conhecido como Leão Taxista. Hoje ele é palestrante motivacional e compartilha com outros empreendedores como ele ganha até R$20 mil por mês fidelizando passageiros com marketing e PNL.

Conversamos com Leão Taxista no On The Road, evento focado no movimento do nomadismo digital pelo mundo.

Por que o leão?

Desde criança, aprendemos que o leão é o rei da selva, o mais poderoso. Desde a dinastia chinesa até as grandes corporações usam o arquétipo do leão como símbolo de poder e força.

“O leão é o rei da selva e está no topo da cadeira alimentar. Ele não tem dificuldade nenhuma de conseguir os recursos de que precisa. Ele sai para caçar e consegue o que ele quer”, explica Cláudio.

Ele destaca que o leão não caça pequenos animais, como cachorro, gato e porco. Mas sempre vai atrás das melhores caças. “Ele só sai para caçar gnu, cervo, antílopes, zebra. Só carne nobre. E a carcaça que sobra, depois que o leão alimenta o bando, fica para as hienas.”

É daí que vem a pergunta do início desse texto: você é leão ou hiena? Vai atrás das melhores “caças” ou se contenta com a sobra dos outros?

“Depois que eu incorporei a figura do leão, saio de casa todo dia como o leão para caçar. E eu só quero corridas boas. Como eu sou um taxista de sucesso e busco corridas boas todos os dias, eu entendi que para eu chegar em um patamar de cinco dígitos, que é o que eu faturo hoje, e acho que sou o único taxista no Rio de Janeiro que fatura isso por mês confortavelmente, caça para mim é ir em busca dos melhores clientes e melhores corridas.”

A estratégia do taxista

Cláudio revela que mapeou o Rio de Janeiro, desde a Zona Norte ao Centro, Zona Sul, Zona Oeste. E foi na Barra da Tijuca que ele encontrou essa “caça nobre”.

“Eu me especializei em dar conforto, credibilidade e pontualidade para essas pessoas. Uma corrida na Barra são R$100, R$150, então é o que me mantém. Hoje eu faço cinco corridas dessas por dia, o que me dá um rendimento de R$400 a R$600 por dia. Eu trabalho em um ponto de táxi em que ninguém faz isso.”

Leão Taxista tem o segundo grau completo, mas não fez faculdade. “Então eu tinha que arranjar um jeito de ganhar dinheiro e sustentar minha família com conforto e tranquilidade.”

Ele trabalha como taxista há quatro anos, mas já foi vendedor por muito tempo. Talvez venha daí sua aptidão por conquistar os clientes e fidelizar seus passageiros. Trabalha uniformizado e é sempre bem educado.

Na época em que era vendedor, comprava vários livros, já que não havia a facilidade da informação na Internet e dos cursos online. Assim foi aprimorando suas técnicas em vendas, que hoje servem para fidelizar os clientes no táxi.

“Eu trabalhei antes no táxi especial, aqueles de aeroporto, que antes do Uber era o topo da cadeia alimentar. Eles atendiam quem sempre viajava muito. Eu sempre me destaquei porque sempre fui um cara muito educado, articulo bem as palavras, atendo muito bem e sempre gostei muito de trabalhar. Eu acordava sempre às 4 da manhã, e acordo até hoje.”

Cláudio criou hábitos de fidelização que viraram uma marca registrada para ele e seus passageiros. “Eu tenho serviço de bordo de qualidade, com chocolate, nuts, e a cada semana eu vou diferenciando isso.”

Ele conta que de mil cartões de visita que distribuiu, 300 clientes voltaram. “Os outros 700 estão com outros taxistas ou não estão com ninguém ou rasgaram meu cartão. Mas os 300 que eu tenho são os 300 que eu escolhi.”

“Eu vou vencer hoje”

A Programação Neurolinguística (PNL) surgiu nos anos 70 e é utilizada fortemente até hoje para uma espécie de “reprogramação” da mente. Tem a ver com o cérebro e o sistema neurológico. A PNL proporciona ferramentas para substituir comportamentos negativos por outros que possam melhorar a vida do indivíduo, tanto pessoal quanto profissional.

“A PNL é a religião do mundo corporativo. Há quatro anos trabalho no táxi, eu acordo pensando ‘o melhor do Rio acordou’. Eu já acordava sendo o melhor, pensando que eu ia caçar como o leão na selva. Eu vou vencer hoje. O aplicativo vai tocar e eu já vou ganhar R$100, R$200, R$300 antes do almoço. E a cada passageiro que sai do meu carro e bate a porta, eu quero o próximo, quero de novo, quero mais!”

Leão tinha muitos clientes corporativos, e por isso sentiu um forte impacto da crise, que derrubou muitas empresas. “Eu tinha clientes que vinham para o Rio fechar negócio, assinar o acordo e voltavam para São Paulo, Belo Horizonte, Brasília. Hoje eles fazem por call e vídeo conferência. Ele vinha ao Rio e gastava R$4 mil, hoje já faz tudo online. Então, eu perdi muitos clientes. Mas recuperei outros.”

Para o taxista, o essencial é ter criatividade, independentemente do tipo de negócio. “Uma frase que sempre guardo comigo é: a criatividade começa com a imitação. Se você tem alguém muito fera, muito importante, copie, aprenda, imite essa pessoa. Seja essa pessoa durante um bom tempo, depois você começa a criar, se desenvolver, se soltar, voar por conta própria e ter seus próprios passos.”

E se você acha que ser taxista é apenas transportar passageiros de um lado para o outro, está enganado. Leão tem cerca de oito tipos de “produtos” em seu táxi. Por exemplo, o tour com serviço de guia.

“Como assim, você não é um taxista que só conduz do ponto A ao ponto B? Não. Eu passei a criar coisas dentro do meu táxi. Eu sou um cara muito criativo, então usei a criatividade para chegar onde estou.”

Seja qual for a área em você estiver, use sempre a criatividade. Não deixe a mente vazia, procure sempre ser criativo.

Quer saber como é a experiência de andar no táxi do Leão Taxista? Ele atente no número (21) 99701-9300.

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