Cresce a presença de jovens no empreendedorismo

No seu círculo profissional e pessoal, conhece algum jovem que empreende? Muito provavelmente, sim. Se não, com certeza já ouviu falar de um. É cada vez mais comum vermos jovens no empreendedorismo.

E a comprovação disso veio com a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

Até bem pouco tempo atrás, o normal era terminar a faculdade e seguir carreira em uma empresa pública ou privada. Porém, essa já não é mais a realidade profissional predominante entre os jovens brasileiros.

jovens no empreendedorismo capa

Segundo a pesquisa GEM, em 2017 houve crescimento do número de empreendedores entre 18 e 34 anos. Já são 15,7 milhões de jovens que estão levantando informações para ter um negócio ou que já têm empresa com até três anos e meio de atividade.

Isso representa um aumento de 7 pontos percentuais, na participação relativa, na comparação com 2016. O gráfico abaixo, disponível no relatório, mostra a distribuição dos empreendedores por faixa etária, em diferentes fases da empresa (inicial e estabelecida).

Um em cada três adultos é empreendedor no Brasil

A pesquisa mostra que um em cada três adultos brasileiros, entre 18 e 64 anos, é empreendedor ou está envolvido na abertura do próprio negócio. Aumentou também, de 57% para 59%, o percentual de brasileiros que empreendem por oportunidade.

O jovem brasileiro já entendeu que para ter trabalho a melhor alternativa é criar o próprio negócio. É empreender, inovar e gerar novas oportunidades de trabalho. – Heloisa Menezes, diretora técnica no exercício da presidência do Sebrae.

Segundo a diretora, os jovens não empreendem por necessidade. “Estão de olho nas oportunidades do mercado, atendendo demandas sociais e movimentando a economia.” Esse resultado, para ela, também traz alguns indícios de recuperação da economia do país.

O relatório GEM sobre o empreendedorismo no Brasil em 2017, considerando as diferentes faixas etárias, mostra que:

Os jovens de 25 a 34 anos foram os mais ativos na criação de novos negócios;

30,5% dos brasileiros nessa faixa etária estão tentando criar um negócio ou já são proprietários há no máximo três anos e meio;

20,3% dos jovens de 18 a 24 anos estão envolvidos na criação de novos negócios.

 As mulheres respondem por 52% dos Empreendedores Iniciais;

⇒ Dos 27,4 milhões de Empreendedores Iniciais, 15,7 milhões estavam na faixa dos 18 a 34 anos, em 2017.

Exemplos de jovens no empreendedorismo

Os exemplos de jovens que empreendem e têm sucesso não são raros. Aqui mesmo já contamos várias dessas histórias de casos de sucesso. A seguir, relembramos algumas delas.

André Siqueira é um dos co-fundadores e o nome por trás do Marketing da Resultados Digitais. Mais conhecida como RD, a empresa é uma das maiores de marketing do Brasil e líder na América Latina.

No RD on the Road, conversamos com André sobre empreendedorismo, marketing e sobre os eventos da RD.

Gustavo Mota é outro exemplo de jovens no empreendedorismo. Ele é CEO do We Do Logos, o primeiro site de concorrência criativa do Brasil, e o maior da América Latina nesse nicho. No vídeo abaixo, gravado no Journey 2018Gustavo conta como empreende desde os 17 anos.

No caso de Filippo Ghermandi e Rafael Ávila, o empreendedorismo jovem veio em dose dupla. Eles estão à frente da LUZ, uma plataforma que ajuda pequenos empreendedores oferecendo ferramentas de gestão e educação empreendedora. Hoje, somam mais de 50 mil planilhas baixadas.

Na área de e-commerce, o destaque é o jovem Alfredo Soares, fundador da XTech. Três anos depois da fundação, ele vendeu a empresa por R$14 milhões. Hoje é referência no mundo das lojas virtuais.

Nas universidades, o que não falta é exemplo de jovens no empreendedorismo. Prova disso é o Movimento Empresa Junior (MEJ), que reúne empresas incubadas dentro de universidades e que prestam serviço a micro e pequenas empresas.

Na Feira do Empreendedor 2018, visitamos os estandes da Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo (Fejesp) e da Poli Júnior, incubada na USP.

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