João Hashtag: ele empreende com infoproduto e fatura R$1,5 milhão

Ainda na faculdade, ele criou a Hashtag Treinamentos. Hoje aos 25 anos, João Paulo já fatura R$1,5 milhão com cursos online e presenciais. Apresentado como “João Hashtag”, ele foi um dos palestrantes no On The Road, evento focado no movimento do nomadismo digital pelo mundo. João contou como fundou o negócio e como empreende com infoproduto, e compartilhou algumas estratégias de marketing essenciais para qualquer negócio.

Apesar da pouca idade, João acumula uma vasta experiência como empreendedor. Talvez porque muito cedo, na faculdade, fez parte ativamente do Movimento Empresa Júnior, onde vivenciou importantes experiências de liderança.

Foi lá que ele identificou uma oportunidade de mercado, teve uma ideia para resolver um problema e a colocou em prática com muito sucesso. “Começamos porque identificamos uma oportunidade, de muitas pessoas que tinham que aprender Excel. E os cursos existentes no mercado eram muito caros ou tinham alguns problemas, como por exemplo muitos alunos em sala ou não iam direto na dor do aluno.”

Testar, testar, testar

O nicho identificado foi o dos alunos universitários que tinham de aprender Excel para entrar no mercado. Ao ver que ainda não havia ninguém oferecendo um produto útil para esse público, ele apostou na área.

“Vimos que não tinha ninguém fazendo o que nos propomos a fazer. Começamos a testar muito pequenos, com aulas gratuitas na faculdade. Depois, com turmas muito pequenas para validar e testar exatamente o tipo de curso que queríamos oferecer. Para depois começar a crescer.”

Para João Paulo, esse é o caminho ao se ter uma ideia: testar para, só depois, crescer.

“Acho que é muito a ideia de observar com atenção uma oportunidade de mercado, e depois que encontrar essa oportunidade fazer pequenos testes para depois alavancar a ideia.”

Nicho ou massa?

Hoje muito se fala em nicho. Ou seja, apostar em um público específico e, por isso, mas assertivo. Isso acontece porque quando você fala especificamente com um determinado nicho, suas chances de atingir as pessoas certas, que vão converter, teoricamente são maiores. Se você mira na massa, seu leque abre muito mais e sua chance de acertar o alvo diminui, certo?

Para João, nichar mais faz sentido no começo do negócio. “Porque você consegue mais facilidade para conseguir mercado quando você tem um público mais nichado do que quando você oferece alguma coisa mais geral.”

No entanto, para ele, depois que você faz os testes com um nicho menor, faz sentido expandir para aumentar as conversões.

Foi exatamente assim que ele fez na Hashtag Treinamentos. Seu primeiro infoproduto era um curso online chamado “Excel para Estágio”, voltado só para universitários. Hoje, esse curso já tem outro nome, “Excel Impressionador”, adaptado para um público um pouco mais velho.

Mas segundo João Paulo, o sucesso do Excel Impressionador se deve muito às experiências e ao aprendizado com o público mais nichado do Excel para Estágio.

Se eu pudesse dar algum tipo de conselho, eu diria: começa mais nichado, que você vai ganhando aprendizado, aumentando a expandindo para atingir mais gente.

Empreender com infoproduto

Você tem uma ideia de infoproduto? Um curso online, um ebook, uma consultoria ou materiais digitais?

Confira, então, as dicas de João Paulo para quem quer empreender com infoproduto.

1) Copywriting

Copywriting é uma técnica muito difundida hoje no meio do marketing digital. É o ato de escrever textos focados em conversão. Fazer copy é escrever utilizando técnicas persuasivas para convencer o leitor a tomar uma decisão e realizar uma ação. Um bom copywriter também precisa ser um bom vendedor.

“Tem que estudar um pouco sobre copywhriting. Indico sempre o livro ‘Armas da Persuasão’, que para mim é uma bíblia e tem gatilhos mentais sobre copy”, revela João.

2) Tráfego

Esse é outro ponto importante para promover seus infoprodutos. Como você vai gerar tráfego? Ou seja, como você vai trazer as pessoas até seus infoprodutos?

O tráfego pode ser pago (com anúncios, por exemplo) ou orgânico (investindo em SEO e busca Google). Para João, vale estudar e entender bem sobre tráfego, para trazer cada vez mais clientes para o seu negócio.

Para compra de tráfego, ele dá algumas dicas:

Segmentar – “Saber escolher o seu público, para não colocar pessoas na sua lista que não têm nenhum perfil de compra com o que você vai oferecer.”

Escolher os meios que fazem mais sentido – “Atualmente você pode usar o Google Adwords, o Instagram, o LinkedIn. Mas tem que saber onde seu público está. Uma dica geral é que para o público mais jovem, até 35 anos, Instagram está muito forte atualmente.”

Sempre se atualizar – “Não adianta você saber tudo sobre tráfego apenas em uma mídia e daqui a seis meses surge uma coisa nova e você se perdeu. É estar sempre ligado no surgimento de novas possibilidades para escolher a melhor.”

3) Referências na área

A dica principal, segundo João Paulo, é conseguir identificar padrões e seguir o modelo das pessoas que já estão fazendo isso há mais tempo e muito bem.

“As referências no Brasil, atualmente, são o Mairo Vergara, que vende curso de inglês, o Erico Rocha, sobre marketing digital, o Gabriel Goffi, sobre produtividade. E você tem a Empiricus, num sistema mais de consultoria financeira. Eu entraria na lista de e-mail desses caras e começaria a observar a forma como eles fazem a venda, a periodicidade e a forma como eles entregam o conteúdo. Porque são os caras que estão no topo do mercado. Entender os padrões e modelar esses caras pode fazer você dar grandes passos no começo.”

Marketing Digital

“Para entrar no jogo e conseguir bons resultados, você tem de estudar. Eu e meu sócio ficamos muito tempo consumindo conteúdo de marketing digital, lendo livro e fazendo curso online, para conseguir ter uma graduação informal em conceitos importantes para navegarmos bem no mercado.”

O marketing digital, portanto, é essencial para todo empreendedor, principalmente quem empreende com infoproduto.

Tem uma frase, não me recordo de quem, mas a ideia geral da frase é: existem dois tipos de empresas, as que trabalham com a Internet e as que vão falir daqui a dez anos. Acho que isso é muito verdade.

João Paulo entrou no mercado de cursos online há dois anos e já vê um crescimento muito claro. “Minha projeção é que daqui a cinco anos vai ser mais forte ainda. Provavelmente, muitos cursos presenciais não vão existir porque os online vão tomar o espaço deles. Isso vale não só para cursos, mas para venda de produtos. Você vê empresas que vendem online, por exemplo Magazine Luiza, que têm uma projeção muito grande na Bolsa de Valores por causa da participação no online.”

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