João Diniz: história de sucesso na gastronomia e em eventos

Pedro Carnevale, professor de Vendas e Relacionamento aqui no portal, trouxe um convidado especial para compartilhar sua história empreendedora. João Diniz tem uma jornada vasta e conhecida na área de entretenimento e gastronomia. Esteve e está à frente de bares e restaurantes renomados, além de casas noturnas e festas com mais de 1.500 pessoas.

“É um prazer participar desse programa. Acho super válido. Porque uma característica do mercado é cada vez mais as pessoas empreenderem, buscando um caminho com uma ideia própria. Vim participar para tentar contribuir com minha experiência.”

Hoje com 44 anos, João Diniz relembrou sua trajetória desde o início. Ele começou a empreender com 20 anos, ainda na faculdade. Sempre foi popular e dono de uma vasta rede de contatos, o que o ajudou a começar a trabalhar com eventos.

A lista de marcas e estabelecimentos que João fundou e administrou justifica tanta experiência acumulada. Desde o primeiro bar, em Búzios, passando pelo Sport Gol Footbal Clube, na Barra da Tijuca, e pelo Banana Jack, em Ipanema. Hoje ele faz sucesso com a Bla Blá Champanheria e o Blankara Dinner Club, ambos na Barra.

João seguia duas linhas ao empreender. Uma era de produção de eventos e outra eram as empresas que ele montava, no ramo de gastronomia. E paralelamente a isso, ele assumia a direção de casas noturnas.

João conta que nunca teve aporte financeiro dos pais ou de qualquer outro investidor. O dinheiro que conseguia organizando eventos usava para investir em seus próprios negócios.

“Eu não podia ter o melhor ponto. Apesar de estar em Ipanema, estava em uma loja de 40 metros quadrados. O começo da minha carreira foi difícil. Via outras pessoas com mais facilidade.”

Escolha do ponto

Para João, dependendo do negócio, a escolha do ponto influencia em até 90% do sucesso ou fracasso do estabelecimento.

“Hoje você tem dois tipos de empresários: o bom operador e aquele que, além de bom operador, é um bom captador de público.”

O empreendedor que é um bom operador vai depender de um bom ponto, uma boa marca e uma boa operação. Isso é o que todo mundo tem que ter. Mas, nesse caso, o ponto vai fazer toda a diferença.

No caso do empresário que é também um bom captador de público, a escolha do ponto tem menor influência. Ou seja, ele pode ter um ponto razoável mas consegue atrair o público por meio de promoções, conceito, estratégias.

“Esse tem mais facilidade de sobreviver, principalmente na crise.”

Vender um conceito

João tinha a ideia de trazer para o Brasil um produto internacional mas adaptado à alma carioca. Ao criar o Banana Jack, conhecido pelo chopp de banana, ele procurou criar uma casa completa, com um universo em volta.

Tudo que eu construo sempre busco um conceito. Eu não vendo comida, bebida ou música. Eu vendo o conceito. Quando você entende o conceito que você quer, os produtos vão aparecendo e você vai desenhando em cima desse conceito.

Foi nisso que ele pensou ao montar o Banana Jack. Uma casa bem rústica, com madeira, estilo americano, tijolos aparentes. No cardápio, a gastronomia típica americana: hambúrguer.

O toque especial veio com o chopp exótico, sugestão de um amigo de João. “O chopp de banana foi um divisor de águas para a casa explodir. Fomos capa de revisa, foi um barulho muito grande.”

O diferencial

João foi precursor de muitos negócios e eventos que existem até hoje. O Fishbone em Búzios e as noites no Morro da Urca são exemplos disso. Hoje ele está à frente da Bla Blá Champanheria e do Blankara Dinner Club.

Na Bla Blá, o diferencial foi apostar em uma carta de drinks que agradou e inovou na Barra da Tijuca, há seis anos. Alguns drinks, inclusive, só existem na casa.

O Blankara divide muro com a champanheria, no espaço por onde passaram cinco marcas conhecidas do mercado, mas que não tiveram tanto sucesso.

“Eu resolvi trazer esse conceito de que você janta muito bem, e dança no mesmo lugar.” Muitas pessoas e até os sócios questionaram se João não achava que as duas casas iriam competir entre si. O medo era de encher uma e esvaziar a outra.

“São detalhes diferentes, de proposta, altura de música, atrações, iluminações. É uma série de fatores que você tem que criar para não ter esse confronto.”

A ideia deu certo e o resultado foi até inesperado: uma casa acabou impulsionando a outra, com sucesso total dos dois lados.

Para João, é preciso identificar o que o seu público quer. E a partir disso, trabalhar as ferramentas disponíveis. No caso dele, essas ferramentas foram:

Produtos bacanas;

Ambiente agradável;

Bom atendimento;

Preço competitivo.

DNA e força de vontade

Para Jão Diniz, é essencial ter o que ele chama de DNA de empreendedor. Mas, muito mais que isso, a força de vontade não pode faltar.

“Acho maravilhoso as novas gerações vindo com ideias novas e num cenário diferente. Quando eu comecei nem existia internet e celular. A nova geração já nasceu sabendo um milhão de coisas a mais do que eu.”

Apesar das dificuldades pelo caminho e da falta de incentivo fiscal, João mostra muito orgulho da sua escolha em empreender. “Eu não mudaria minha vida. Se eu fosse começar de novo, faria tudo de novo.”

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