Principais indicadores de valor de uma empresa

Atenção nos indicadores fundamentalistas mais importantes. Existem diversos indicadores de valor que as empresas podem utilizar para controlar o desempenho do negócio. Eles servem para identificar possíveis problemas e ajustá-los conforme necessário. Mas é preciso saber quais indicadores de valor utilizar.

Para que esses indicadores de desempenho tenham uma contribuição significativa no controle da empresa, primeiro é necessário entender o planejamento estratégico. E também ter objetivos claros na hora da definição das metas que devem ser alcançadas.

A partir daí, a elaboração e a gestão dos indicadores de desempenho podem ser direcionadas para o monitoramento da evolução dos resultados da empresa. Isso servirá como referência para o processo de tomada de decisão e a criação de estratégias de melhoria.

indicadores valuation de uma empresa

10 indicadores de valor de uma empresa

Para facilitar sua vida, juntamos aqui uma explicação bem didática de dez indicadores que darão uma boa ideia sobre o que está acontecendo em uma empresa atualmente.

1. Lucratividade

O percentual de lucratividade, e não a receita bruta, é o que demonstra a real capacidade da empresa de se manter, ser competitiva e crescer. Porque, mesmo se o faturamento for alto, o negócio tem pouco potencial se não alcança sobra de lucro.

Para obter o resultado deste indicador basta dividir o lucro líquido, faturamento menos custos totais, pela receita bruta. Depois, multiplica-se o resultado por 100.

Por exemplo:

  • Lucro do mês: R$ 50 mil;
  • Faturamento bruto do mês: R$ 185 mil;
  • R$ 50 mil ÷ R$ 185 mil x 100 = lucratividade de 27,02%.

Então, obtendo o percentual, cabe ao gestor avaliar se ele é satisfatório ou se deve cortar custos e elevar preços, por exemplo.

2. Margem operacional

A margem operacional demonstra o percentual de lucro de cada venda antes do pagamento dos impostos. E é, junto à lucratividade, um dos indicadores financeiros que revela o potencial do negócio e/ou a necessidade de criar novas estratégias para competir no mercado.

Para chegar à porcentagem, divide-se o valor da receita menos os custos de vendas — o lucro operacional por toda a receita de vendas do período calculado. E multiplica-se o resultado por 100.

Veja:

  • Vendas do mês: R$ 45 mil;
  • Despesas de vendas: R$ 28 mil;
  • Lucro operacional: R$ 17 mil;
  • R$ 17 mil ÷ R$ 45 mil x 100 = 37,7% de margem operacional.

3. Ticket médio

medir o ticketO ticket é o valor médio que cada venda ou prestação de serviço representa à empresa. E ter essa média calculada é necessário para avaliar se ela é positiva às finanças: auxilia no alcance do ponto de equilíbrio em período satisfatório, como veremos a seguir, e gera lucro.

Além disso, em momento de definição de metas ou investimento para expansão, o ticket médio é fundamental para tornar o planejamento dos números mais assertivo.

Na hipótese de o negócio buscar financiamento de capital para aumentar sua força de vendas, ter o ticket em mãos facilita no cálculo do retorno sobre investimento — inclusive já considerando o aumento esperado no volume de vendas.

4. Ponto de equilíbrio

A empresa chega ao seu ponto de equilíbrio quando suas vendas ou prestações de serviços cobrem todas as despesas. Portanto, deste ponto em diante o dinheiro que é gerado significa lucro.

É importante saber quando o negócio alcança seu equilíbrio para identificar se ele demora a ocorrer, o que significa menos lucro. E também para avaliar as despesas da empresa, estabelecer metas e precificar corretamente produtos ou serviços.

Agora, vamos mostrar os passos para chegar ao ponto de equilíbrio, o break even:

4.1 – Somar os custos fixos e variados do período calculado;
4.2 – Escolher o número para ser relacionado com o resultado acima: ticket médio ou volume de vendas e serviços;
4.3 – Fazer a divisão para chegar ao break even.

Por exemplo, se as despesas do mês somam R$ 55.500 e o ticket médio da empresa é R$ 1.500, ela chega ao ponto de equilíbrio ao realizar 37 vendas.

5. Nível de endividamento

O indicador revela a porcentagem do financiamento de terceiros, como prazos obtidos e empréstimos bancários tomados, em relação às atividades da empresa. O nível de endividamento é obtido com o uso do passivo e do ativo do balanço patrimonial: divide-se o total do primeiro pelo total do segundo, e multiplica-se o resultado por 100.

Então, se o resultado for 20%, por exemplo, significa que 80% das atividades são financiadas por capital da própria empresa e 20% por terceiros.

No geral, esse indicador deve ser mantido no menor índice possível. Porém, dependendo da situação, um alto nível pode não significar que a empresa corre um risco.

Por exemplo, se a empresa tomar um empréstimo para expandir em determinado mês, a conta do mês seguinte indicaria um alto índice de endividamento com terceiros de acordo com os números. Mas, na realidade, apenas há uma grande entrada de dinheiro momentânea — para gerar resultados maiores no futuro.

6. Rentabilidade

analisando a RentabilidadeA rentabilidade indica o retorno gerado sobre o capital investido. E atesta a viabilidade financeira do negócio, pois se as atividades não são rentáveis não é viável mantê-las.

Por exemplo, dois sócios resolvem abrir uma empresa e iniciam aplicando R$ 50 mil, entre dinheiro para capital de giro, estoque e ferramentas.

Então, ao fim do ano alcançam um lucro líquido de R$ 35 mil após faturarem R$ 94 mil e pagarem salários, todas as despesas e impostos.

No fim, a rentabilidade — dividindo R$ 35 mil por R$ 50 mil — é de 70%. Ou seja, é uma empresa viável e todo o retorno sobre investimento ocorre alguns meses logo após o primeiro ano de atuação.

 

7. Lifetime value (LTV)

O LTV significa o valor que cada cliente representa ao negócio por tempo de relacionamento. Empreendimentos que prestam serviços contínuos ou vendem assinaturas. Por exemplo, precisam de um lifetime value alto, relativo a longos períodos, pois ter menos tempo de relacionamento significa perda de clientes e insatisfação deles.

Por exemplo, uma consultoria que firme contratos de seis meses precisa de um LTV de no mínimo seis vezes o ticket médio. E tem de traçar estratégias para sempre elevar a conta.

Especialmente para prestadoras de serviços e empresas com vendas complexas e que demandam relacionamento contínuo, o LTV serve até como indicador de desempenho. Pois um lifetime baixo pode significar que a implementação dos serviços ou produtos é falha ou que o setor de atendimento e suporte não satisfaz os clientes.

8. Recebíveis

Acompanhar os recebíveis é uma tarefa que deve ser quase rotineira na empresa. Deve-se sempre analisar os valores consolidados e prazos dos recebíveis em aberto.

O indicador tem três principais funções:

✓ Identificar possíveis inadimplentes para cobrá-los, visando consolidar todo o faturamento gerado;
✓ Projetar o fluxo de caixa da empresa com exatidão, junto às despesas futuras;
✓ Avaliar o percentual dos recebimentos à vista para adequar a gestão financeira e os gastos ao ritmo das entradas no caixa.

9. Margem de contribuição

Essa margem é o valor da receita que sobra para contribuir ao pagamento dos gastos fixos e ao alcance do lucro. Ela é o resultado do faturamento bruto de vendas ou prestações de serviços menos os custos diretos e variáveis. Por exemplo:

  • Receita de vendas: R$ 40 mil;
  • Impostos diretos: R$ 2.400;
  • Custo de mercadorias: R$ 18 mil;
  • Comissões: R$ 3.600;
  • Margem de contribuição: R$ 16 mil.

Dentro do exemplo que colocamos, R$ 16 mil é a margem das vendas que contribui para o pagamento de despesas como aluguel e salários, que são fixas, e para o lucro líquido.

10. Índice de liquidez corrente

A equação entre ativo e passivo circulantes de uma empresa resulta no índice de liquidez corrente, que demonstra a capacidade dela de cumprir com suas obrigações no curto prazo.

A conta é feita dividindo o ativo pelo passivo, e o ideal é que o resultado seja superior a 1. Caso seja igual, significa que o capital de giro é tomado nas despesas e há dificuldades para obter lucro. E, ainda pior, se for menor que 1, o negócio pode estar próximo de ter problemas e ficar inadimplente com credores e governo.

Por que utilizar indicadores de desempenho?

indicadores✓ Disponibilizam a informação que o gestor necessita sobre cada etapa do processo;

✓ Proporcionam maior exatidão na tomada de decisão pelo gestor;

✓ Têm por objetivo trazer mais eficiência e eficácia aos processos;

✓  Trazem mais rapidez, melhor compreensão e transparência ao se divulgar resultados;

✓ Indicadores de desempenho se tornam a medida da excelência da empresa;

✓ Permitem a criação de um dashboard com todas as informações disponíveis de forma panorâmica.

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