Hacking Rio: palestras, fórum e o maior hackathon da América Latina

No último fim de semana, o Rio de Janeiro respirou inovação e tecnologia. A primeira edição do Hacking Rio aconteceu no Aqwa Corporate, zona portuária, nos dias 27, 28 e 29 de julho.

Foram três eventos simultâneos, incluindo a maior maratona de desenvolvimento da América Latina, com mais de 700 participantes pensando e desenvolvendo soluções para a cidade.

Juntos pelo Rio

A realização do Hacking Rio é do Juntos pelo Rio, grupo criado no ano passado e que já movimenta a cidade com força total. É formado por empreendedores e líderes empresariais apaixonados pelo Rio de Janeiro, unidos pela colaboração, inovação e tecnologia.

Natalie Witte, uma das líderes do Juntos pelo Rio, conta que a ideia nasceu na inauguração do curso de Direito de Startups na FGV. Na ocasião, os comentários eram em tom de reclamação, de que era preciso ir até São Paulo para fazer negócios e participar de eventos bons.

“Desde outubro do ano passado, no nosso primeiro evento, até hoje, já estamos com mais de 800 pessoas. Todo mundo querendo ajudar muito, com muita energia. Nosso objetivo com o movimento é ser a capital da inovação até 2020.”

O Juntos pelo Rio se diz um movimento apolítico, que pretende “levar o Rio ao topo”. O objetivo é trazer eventos de grande porte de volta à cidade e reter os talentos no local.

No grupo há os chamados “clusters”, que consistem em setores. Isso facilita a liderança por empreendedores e empresários de áreas específicas e o foco no desenvolvimento de novas soluções.

Os clusters vão desde Educação e Saúde até Financeiro, Sustentabilidade e Economia Criativa.

Rio Hackathon

Lindália Junqueira, também do Juntos pelo Rio e Head do Hacking Rio, conta que dentro do movimento já havia a discussão de soluções que existem e podem ser multiplicadas. “Mas e as soluções que não existem? Foi aí que surgiu a ideia do hackathon.”

Muito comum nos Estados Unidos e em outros países, o hackathon é ainda pouco praticado no Brasil. A palavra hackathon é a união de “hack” (fatiar, quebrar, alterar ou ter acesso a um arquivo ou rede) e “marathon” (maratona).

É uma maratona de programação na qual hackers se reúnem por horas, dias ou até semanas, a fim de explorar dados abertos, desvendar códigos e sistemas lógicos, discutir novas ideias e desenvolver projetos de software ou mesmo de hardware. No Hacking Rio, o hackathon durou 42 horas.

Muitas empresas e organizações perceberam que hackathons são uma grande porta para a inovação. Por isso, empresas como IBM, Bradesco, Petrobras e Ambev realizam suas próprias edições.

A IBM possuía a marca de maior hackathon de inovação aberta da América Latina. Porém, o recorde de participantes foi quebrado no último fim de semana, pelo Rio Hackathon.

No fim da tarde de sexta-feira, 27, os participantes começaram a chegar. Com suas mochilas, computadores e sacos de dormir, acomodaram-se para a maratona no 18º andar do prédio. A organização do evento forneceu alimentação e banheiros/vestiários, além de mentores durante as 42 horas de programação.

A cada fase, os grupos apresentaram o projeto para um júri formado por três profissionais técnicos e outros três profissionais criativos. No final, os melhores de cada área competiram pelo prêmio de R$ 15 mil e a chance de apresentar a ideia no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), onde vão ter contato com investidores que podem alavancar os projetos.

Grupo vencedor ganhou prêmio de R$15 mil (Foto: Reprodução Facebook Hacking Rio)
Hackathon aconteceu no 18º andar do Aqwa Corporate (Foto: Reprodução Facebook Hacking Rio)
(Foto: Reprodução Facebook Hacking Rio)
(Foto: Reprodução Facebook Hacking Rio)
(Foto: Reprodução Facebook Hacking Rio)
(Foto: Reprodução Facebook Hacking Rio)

Rio Summit: palestras e debates

O Rio Summit aconteceu no 21º andar do prédio, com uma intensa programação nos três dias. Entre palestras individuais e painéis com vários participantes, os temas eram sempre voltados ao Rio de Janeiro, inovação e empreendedorismo.

Na sexta-feira, o evento teve uma abertura especial, com a presença do Dr. Ozires Silva. Engenheiro aeronáutico brasileiro, ele foi presidente e cofundador da Embraer. Aos 87 anos, Dr. Ozires levou motivação e inspiração aos visitantes, com a Palestra Inaugural “A decolagem de um grande sonho”.

“Estamos trazendo casos positivos, de empreendedores, de negócios, de coisas que dão certo no Rio de Janeiro. Temos que fazer com que as pessoas voltem a acreditar que o Rio, sim, é a capital da inovação e do empreendedorismo”, diz Lindália Junqueira.

Cobertura Eu Sou Empreendedor

Nossa equipe visitou o Hacking Rio e conversou com alguns palestrantes. E você já pode conferir na íntegra todas as entrevistas.

Entre os entrevistados estão: Camila Farani, Bernardinho, Michel Jager, Christian Aranha, Janilson Bezerra e Nathália Médici. Confira!

Camila Farani: o que uma startup precisa para receber investimento

Bernardinho: lições do esporte para empreendedores

Nathalia Medici: 5 aprendizados do Vale do Silício

Christian Aranha: o futuro da Inteligência Artificial

Michel Jager: o sucesso da rede de franquias Koni

Janilson Bezerra: os desafios da Inovação Aberta na TIM

Rio Fórum: investidores e startups

No Rio Fórum, realizado no sábado, 28, o objetivo foi unir investidores a startups. Das 9h às 18h, foram realizados painéis e pitches de 15 startups.

Os assuntos dos painéis foram: “Como os investidores atuam em mercado internacionais”,  “Estratégias necessárias para competitividade”, “Perfil dos investidores e startups globais”, “Oportunidades de novos projetos no Rio”, “Oportunidades Setoriais: Turismo, Economia Criativa, TICs entre outras” e “Novos projetos, iniciativas de novos hubs de inovação até aspectos turísticos do Rio para o Mundo”.

A cada intervalo, três startups se revezaram para defender suas ideias. Cada uma teve cinco minutos para apresentar seu projeto, em busca de investidores.

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