Gabriel Pinto: o papel da Indústria Criativa no Brasil

Economista e mestre em Administração de Empresas, ele é pesquisador e autor de diversos estudos, entre eles o Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil. Gabriel Pinto hoje lidera projetos de desenvolvimento de negócios através da inovação criativa e é gerente de Indústria Criativa do Sistema Firjan.

Conversamos com Gabriel no .Futuro, evento que aconteceu nos dias 17 e 18 de maio no Rio de Janeiro.

Inovação nos modelos de negócio

Quando falamos em inovação, as pessoas tendem a pensar algo mais complexo, ligado a tecnologia. Mas, muitas vezes, é possível inovar em áreas tradicionais, por exemplo, no modelo de negócio.

Por que investir em novos modelos de negócios? “Basicamente, porque quem não inovar não vai sobreviver”, responde Gabriel Pinto.

Ele lembra que o mundo é exponencial hoje. “Em 1800, só para termos uma ideia, todo o conhecimento da humanidade duplicava a cada 100 anos. Hoje, esse conhecimento duplica a cada dez anos. Mais um pouco para frente, ele vai duplicar a cada 12 horas.”

Nesse sentido, quem não acompanhar essa trajetória vai ficar para trás. “É ou mude ou morra.”

“Inovação não é só tecnologia”

Gabriel defende que inovação não é só a tecnologia. “Inovar é você pensar como resolver de uma forma diferente um problema do usuário, do ser humano. E a tecnologia é uma grande ferramenta para isso.”

Hoje, aliás, existem várias ferramentas que permitem a inovação. O principal, de acordo com Gabriel, é acompanhar a transformação do cliente. “É difícil acompanhar, mas um cliente em constante transformação cria novos problemas a cada dia. O ciclo das empresas passa a ser menor, mas os desafios, maiores.”

Esse consumidor em constante transformação, para Gabriel, sempre deveria ter sido o centro das empresas. Ele continua ditando e influenciando todas as inovações. “Ou, pelo menos, deveria ser assim.”

As empresas cada vez mais devem estar ligadas a esse consumidor, tentando se antecipar.

Indústria Criativa

“Nós começamos a atuar na Indústria Criativa em 2008 e depois de dez anos abrimos mais nosso olhar para a nova economia. A criatividade é, sem dúvida, uma competência fundamental para sobreviver nessa nova economia.”

Nesse cenário, Gabriel ressalta que há três competências essenciais:

  • criatividade
  • resiliência
  • resolução de problemas

“Os criativos estão dominando o mercado e crescendo cada vez mais. Mas não necessariamente você precisa ter uma classificação econômica como criativo.”

Para Gabriel Pinto, os setores econômicos criativos no Brasil estão muito bem. Embora não tenham como se descolar da realidade nacional, que é “uma conjuntura econômica difícil”. Mas ele acredita que é justamente com a criatividade e inovação que esses setores vão se recuperar.

Ambiente criativo

Ele lembra que existem várias formas de desenvolver um ambiente criativo dentro da empresa. “Mas permitir o florescimento da criatividade faz parte do desafio a liderança. Os líderes têm que incentivar a postura do dono nos colaboradores.”

Para isso, engajar pelo propósito é uma estratégia. Se você deixar o colaborador enquadrado dentro de uma caixa onde ele só pode ir de um lado para o outro, aí complica. Mas se ele se sentir um pouco dono da empresa e movido pela paixão, você vai estar criando um ambiente onde a criatividade pode florescer.

Casa Firjan

O Sistema Firjan vai inaugurar em agosto a Casa Firjan, em Botafogo, Rio de Janeiro. Será um espaço aberto para a conexão e articulação de pessoas em torno de assuntos como inovação, empreendedorismo, criatividade e novos modelos de negócio.

“A Casa Firjan vem responder a várias perguntas, e levantar outras novas perguntas. Para a sociedade, para o Rio de Janeiro e para a economia do Brasil em geral. Sobre como se antecipar e acompanhar o máximo que puder essa transformação do mundo.”

A proposta, segundo Gabriel, é ajudar a “perder menos o fôlego”, além de ficar mais junto, no meio dessa grande transformação. “A Casa Firjan vem trazendo educação com competências inovadoras, desenvolvimento de projetos, produtos e empresas, observatório de tendências, cultura e reflexão para essa nova economia.”

One Comment
  1. Caros,
    Muito me alegrou saber sobre a Casa Firjan, especialmente por estar em Botafogo, parte de minha vida escolar vivenciada no bairro, bem como pela belíssima casa e projeto de instalação. O Rio é vocacionado para articulações cujo dinamismo certamente convergirá para propostas empreendedoras de forma a envolver talentos profissionais no varejo, nos serviços para uma qualidade de espaço econômico pujante. Sincero êxito. Verónica Amiuna

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