Gabriel Gentil: o segredo para conseguir o primeiro cliente

A história de Gabriel Gentil, fundador da agência de marketing digital Follow Me, serve de inspiração para muitos empreendedores. Ele saiu do emprego de carteira assinada para apostar no seu próprio negócio e, depois de quatro anos, colhe bons frutos dessa escolha.

Formado em Administração, Gabriel nos contou sobre suas experiências como funcionário de outras empresas, a transição para o empreendedorismo e sua luta diária para fazer o negócio crescer. Organização e relacionamento, segundo ele, foram os fatores decisivos para conseguir o primeiro cliente.

É isso que ele compartilha na entrevista a seguir. Assista!

Gabriel Gentil entrou na faculdade de Administração em 2008. Logo no começo do curso, ele conta que se interessou muito pelo mundo dos negócios.

“No início, eu imagina seguir uma carreira corporativa, ser um executivo. Passei por alguns estágios, mas acabava não me adequando às empresas. Eu era um pouco chato.”

Trabalhou em várias empresas, em umas foi demitido, em outras pediu demissão.

“Mais para o final da faculdade, percebi que para eu crescer profissionalmente do jeito que eu gostaria, empreender seria o caminho mais curto. Era algo que ia depender mais de mim. Eu não ia precisar esperar crescer dentro de uma empresa.”

Gabriel se diz uma pessoa impaciente, desde sempre. Optou por empreender e não se arrepende.

No início, foi bem difícil. Em alguns momentos eu pensei em desistir. Chega uma hora que você pensa: Meu Deus, a coisa não sai do lugar. Mas não pode desistir realmente. É seguir em frente, se cercar de pessoas com uma energia boa e continuar trabalhando.

Como ele fundou sua agência de marketing

Uma das empresas pelas quais Gabriel passou foi o Hotel Urbano.

“Lá tive uma experiência muito legal. Pude apresentar projetos e conheci bons profissionais. Eles estavam no início e faziam um trabalho muito forte no Facebook, em uma época que nem todas as empresas investiam tando assim. Na época, a fanpage do Hotel Urbano era a quinta maior do Brasil, não sei se hoje ainda é.”

Foi assim que ele começou a ter contato com o meio digital. Alguns anos depois, foi trabalhar em uma agência de marketing digital, na área comercial. E, mais uma vez, descobriu um dom.

“Ali eu descobri que eu gostava de vender. As pessoas até me falavam que eu tinha perfil comercial, mas eu não sabia.”

Com todas essas experiências, ele começou a perceber que podia iniciar um negócio sem muito capital inicial, sem uma estrutura física, do zero totalmente.

“Fiquei dois anos nessa agência e foi uma experiência ótima também. A partir dali, eu achei que era o meu momento. Era uma época que as empresas estavam entrando na rede social, o Instagram ainda estava começando. Eu peguei esse gancho e pensei: vou oferecer conteúdo para rede social. Até hoje é um serviço que oferecemos bastante, mas já não trabalhamos só com isso.”

Gabriel conta que não teve aquela história de “tirar a ideia do papel”, porque não teve ideia nenhuma no papel. Ele já começou executando, colocando em prática.

Eu penso que feito é melhor que perfeito. Comecei a buscar clientes, pedi demissão, arrisquei. Nem contei para minha família porque eles iriam contra.

Os primeiros clientes

Para se arriscar nessa empreitada, ele contou com uma sócia, que hoje já não está mais no negócio. Ela ficava responsável pelo conteúdo e ele na parte comercial.

“Na região onde eu trabalhava, já conhecia muita gente e era bem relacionado ali. Aproveitei isso e comecei a pegar os primeiros clientes. As dificuldades foram muitas, porque até você engatar o negócio demora.”

Para conseguir os primeiros clientes, Gabriel usou algumas estratégias. Na entrevista, ele compartilhou as soluções que encontrou para fazer o negócio ganhar mais clientes e ir criando o nome forte da agência.

Cobrar “barato” para conseguir cases

Hoje a recomendação e os depoimentos de clientes fazem toda a diferença para quem ainda não conhece uma empresa. Mas como conseguir isso quando ainda não se tem cliente?

“Você precisa de cases, então cobrávamos muito barato. Passei de um ano e meio a três anos praticamente sem ganhar dinheiro nenhum. O que eu ganhava cobria o custo da agência, e às vezes cobria o meu custo pessoal. Eu sempre fui muito forte nessa parte de prospecção, comercial. Então segui em frente, a empresa começou a crescer e continua crescendo.”

Não se conformar com o “não”

“Não podemos nos incomodar com o não, que é o que mais ouvimos. Faço diversas reuniões por semana com vários prospects, com projetos super legais, e sempre criamos expectativa. Mas a verdade é que ouvimos muito não.”

Ele conta que ia para a rua e visitava restaurante, salão de beleza, pizzaria, qualquer empresa de comércio. Perguntava quem era o responsável do marketing e vendia seu peixe.

“Eu precisava prospectar 20 pessoas para conseguir duas reuniões e fechar um. Era bem difícil. Porque quando você não tem case, não tem nome, não tínhamos nem site no início, então era difícil.”

Explorar sua rede de relacionamento

Para Gabriel, o que mais foi determinante para fechar o primeiro cliente foi relacionamento.

“Eu já conhecia e são empresas com que tenho um relacionamento profissional até hoje. A minha pessoa já tinha uma certa credibilidade. Cheguei e falei a verdade: estou abrindo uma agência, quero fazer as redes sociais da sua empresa. Eles toparam e foram entrando.”

A Follow Me

A Follow Me nasceu em 2014, quando Gabriel Gentil não tinha mais sócia. “Criei a marca e recomecei do zero. Foi difícil esse recomeço. Tive que montar equipe, e era algo que estava fazendo a primeira vez. Fiz tudo sozinho.”

Aos poucos ele foi montando sua equipe e trabalhando de casa. E sempre gostou de trabalhar na rua.

“Um hábito que eu tenho é qualquer café que eu vejo com uma mesa e uma cadeira, eu sento e começo a trabalhar. Até hoje quando estou na rua, se estiver longe do escritório, eu paro onde estou e continuo trabalhando. Adoro isso, acho que a energia das pessoas passando me deixa concentrado. É estranho.”

A Follow Me é uma agência de Marketing, Performance e Conteúdo, focada nas necessidades dos seus clientes. Para Gentil, as agências e os profissionais de marketing digital precisam se posicionar e escolher um nicho.

“Isso é algo que até demorei um pouco para entender. Tem mercado para todo mundo, tem agências de diversos tamanhos, freelas, mas tem um mercado gigantesco de empresas que precisam.”

Por exemplo, ele explica, hoje as empresas B2B precisam estar no LinkedIn. “É uma rede social que hoje trabalhamos muito. Eu vejo o LinkedIn hoje como era o Instagram há alguns anos. Acredito que o LinkedIn daqui a alguns anos vai estar bem consolidado.”

Na construção do negócio, Gabriel destaca como fator decisivo para o sucesso sua organização. “Aprendi a ser muito organizado. Temos ideias o tempo todo. Eu anoto tudo, quando abro meu computador organizo as ideias. Sou muito organizado com minha agenda, consigo cumprir minhas tarefas diariamente e não deixo acumular nada. Acho que minha capacidade de execução e minha produtividade ajudaram a fazer a agência crescer.”

Follow Education: transformando jovens sonhadores em fazedores

Também conversamos com Gabriel Gentil sobre um projeto paralelo à agência. Ele também fundou a Follow Education, uma escola de empreendedorismo voltada para jovens de todas as classes sociais.

No vídeo abaixo, ele conta como a ideia começou e como ele a colocou em prática e viabilizou o projeto. “Quando eu criei a Follow Education, meu pensamento foi: vou criar uma empresa que tenha receita e que eu possa causar impacto social positivo com a minha própria receita.”

Resumidamente, a ideia é vender os cursos e usar a receita para dar aulas a alunos que não podem pagar.

As aulas são ministradas por profissionais de sucesso no mercado, utilizando metodologias que estimulam criatividade, foco e capacidade de execução. O projeto preparamos os jovens para as profissões do futuro, com base em quatro pilares:

  • Produtividade Acelerada
  • Visão de Negócio
  • Melhoria de desempenho profissional contínuo
  • Empreendedorismo, propósito e Impacto Social

“O objetivo das aulas não é necessariamente fazer o jovem empreender. Mas mostrar esse mundo, estimular a criatividade, proatividade, trabalho em equipe, responsabilidade social. É trabalhar esses aspectos.”

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