Empreendedorismo Jovem - Empresas Juniores

O Movimento Empresa Junior (MEJ) nasceu na França, nos anos 60. Mas foi no Brasil que ganhou maior força. Hoje, lideramos o ranking de países que fomentam o empreendedorismo jovem. A empresa júnior é incubada dentro de universidades e presta serviço a micro e pequenas empresas.

Na Feira do Empreendedor 2018, visitamos os estandes da Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo (Fejesp) e da Poli Júnior, incubada na USP.

O Movimento Empresa Junior é conhecido mundialmente e tem como propósito “a busca por um Brasil Empreendedor”. O objetivo é estimular o empreendedorismo jovem, ajudando na formação por meio da vivência empresarial. Surgiu em 1967, a partir da necessidade dos alunos de, além da teoria, conhecer as ferramentas utilizadas no mercado de trabalho.

Foi fundada então uma associação de estudantes que colocaria em prática os conhecimentos acadêmicos com clientes do mercado. E rapidamente, a ideia se espalhou entre diversas universidades.

O chamado “ciclo de impacto do Movimento Empresa Júnior” abrange uma rede, formação empreendedora e impacto na sociedade:

Empreendedorismo jovem

O MEJ veio para o Brasil em 1988. No site da Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, os dados mais atualizados são de 2016. Mas já dão uma noção do potencial do movimento:

Em São Paulo, o MEJ é ainda mais forte. E cabe à Fejesp desenvolver, representar e integrar as empresas juniores do estado. Para o presidente da Fejesp, Jeferson Carlin, cada empresa júnior traz uma experiência única para a formação do jovem. Tanto executando projetos para clientes reais e realizando a gestão dentro da organização, quanto trabalhando a cultura empreendedora.

“Hoje a Fejesp reúne 75 empresas juniores e fomenta a criação de novas, para que mais jovens possam passar por essa experiência de colocar na prática aquilo que veem na sala de aula. E sair muito mais bem preparados para o mercado de trabalho”, disse.

Os número da Fejesp também são animadores. No ano passado, houve um salto muito grande. “Fomos de, aproximadamente, 400 para 1.100 projetos durante o ano. As empresas juniores tiveram um crescimento exponencial. De faturamento, conseguimos cerca de R$4 milhões. Entendemos que todo esse dinheiro acaba sendo reinvestido na própria formação do estudante. Então, foram R$4 milhões investidos em educação empreendedora no ano passado, em São Paulo”, contou Jeferson.

Os números atuais da Fejesp:

75 empresas juniores

14 universidades

25 cidades

+ 1.000 projetos

3.000 universitários

+ R$4 milhões de faturamento

+ 400 micro e pequenas empresas impactadas

+ 15.000 pós-juniores

Para 2018, os planos são ainda maiores. “Este ano, queremos sair das 75 e chegar a 105 empresas juniores, por todo o Estado de São Paulo. Fazer mais de 2 mil projetos e R$6 milhões de faturamento. Acreditamos que quanto mais conseguirmos crescer, mais as pessoas serão impactadas, com micro e pequenos empreendedores tendo um serviço de qualidade e estudantes saindo mais bem preparados para o mercado de trabalho”, concluiu o presidente da Fejesp.

Poli Júnior

A Poli Júnior foi fundada em 1989, como a primeira Empresa Júnior de Engenharia do Brasil. É uma associação civil sem fins lucrativos, constituída e gerida exclusivamente por alunos da Escola Politécnica da USP.

Fica localizada na própria Escola, na Cidade Universitária, uma das mais reconhecidas no mundo. E para Lucca Almeida, coordenador da Poli Júnior, isso faz toda a diferença.

“Por estar dentro da instituição, conseguimos utilizar vários laboratórios que a USP nos proporciona, de boa qualidade, já que somos uma das melhores faculdades de Engenharia da América Latina. Temos toda a segurança e auxílio dos nossos professores da USP, os mais renomados do país. Conseguimos ter mais segurança para empreender, do que empreender do zero. Todo esse respaldo é muito interessante”, contou.

A Poli Júnior atende pequenas empresas e quem quer começar um novo negócio. Estão acostumados a trabalhar com recursos limitados, e encaram isso como um desafio que assumem com o pequeno empreendedor. Desenvolvem soluções de engenharia de forma customizada, e já possuem um histórico de projetos de sucesso em diversas áreas da engenharia.

“Nosso núcleo de Química, que é o mais novo, surgiu justamente por essa demanda de empreender. Não temos competidores seniores, de empresas do mercado. Temos que criar soluções nossas para aplicar em projetos. Então, isso é uma forma de empreender”, lembra Lucca.

Dentro da Poli, há mais de uma década, acontece um evento somente voltado para o empreendedorismo, o “Ser Empreendedor”. “Assim, conseguimos aglutinar tanto em projetos como em eventos essa mentalidade empreendedora. Nossa missão é desenvolver cada um dos nossos membros realizando um serviço de excelência. É exatamento isso de aprender na prática. Estamos aprendendo enquanto fazemos o projeto”, conclui.

One Comment
  1. Olá,

    Sou aluna da FATEC Ribeirão Preto, do curso de Gestão de Negócios e Inovação e estamos fomentando a ideia de implementação de uma Empresa Júnior na faculdade, contamos com o apoio da direção e com a mentoria e organização de um excelente professor, porém ainda estamos em fase de alavancar o interesse de meus colegas. Gostaríamos muito de poder contar com o auxilio e orientações para a implementação. Sou umas das alunas que estão a frente deste projeto.
    Aguardo ansiosa o contato.

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