Dicas jurídicas para abrir uma startup

O crescimento de uma startup não depende apenas de uma boa ideia no papel. Separamos algumas dicas jurídicas para te ajudar ao abrir uma startup. Saiba que esse pontos são tão importantes quanto a criatividade, o planejamento e o esforço, para o sucesso da sua empresa.

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Os detalhes jurídicos são extremamente importantes para o sucesso de uma startup

Para Rafael Ribeiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a principal causa da mortalidade entre as startups é problema com sócios. Por isso, um dos cuidados fundamentais que qualquer  um tem que tomar é a escolha dos sócios e contrato de sociedade.

“Nesse documento é que estão estabelecidas as responsabilidades e funções dos sócios, bem como as condições de dissolução da sociedade, caso isso se dê no futuro”, explicou Ribeiro.

O primeiro passo jurídico é fazer o contrato social da empresa. Ele é como a certidão de nascimento da sua startup. Com isso, o empreendedor adquire o direito de abrir uma conta corrente jurídica, obter empréstimos e emitir notas fiscais, por exemplo.

“Depois é preciso escolher o melhor modelo de tributação entre o simples, lucro presumido e lucro real. Esse é o básico para começar uma empresa.”

. Passo a passo para abrir seu negócio

Passos básicos para criar uma startup

1. Sua ideia não vale nada – Parta sempre do pressuposto que sua ideia não é tão boa assim e ninguém pagará para vê-la funcionando. O negócio é deixar que outras pessoas te provem que sua ideia é genial (de preferência seu primeiro cliente). Porém, elas só conseguirão fazer isso se virem o core da ideia rodando.

2. Não tenha medo de roubarem sua “super” ideia – Fazendo isso, você não criará tanta expectativa sobre a sua ideia, muito menos terá aquele “medinho” de roubarem a sua ideia que vai dominar o mundo. Se já é difícil para você (que é do dono da ideia) executar essa ideia e transformá-la em um negócio, imagina como será difícil para o “ladrão de ideias” fazer também. Não tenha medo dos concorrentes.

3. Comece a fazer – Pare de ficar cultivando sua ideia somente no papel e mostre que você é o melhor executor dessa ideia. Se já tiver um nome para sua ideia, registre o domínio para ontem! Já é um começo.

4. Valide sua ideia – Agora que você já aprendeu que ideia todo mundo tem e que o melhor mesmo é executar e ter um negócio, coloque sua ideia lá em plataformas onde as pessoas te deem feedback variados. Agora faça uma pesquisa, utilizando o Google Form, Wuffo ou Survey Monkey com os prováveis usuários e com as pessoas/empresas que irão pagar para terem um problema resolvido pela sua startup.

5. Não seja tendencioso – As respostas desfavoráveis às suas pesquisas não significam que você deva abandonar o projeto. Pode apenas mudar o seu modelo de negócios, saindo do plano “A” para o plano certo. Faça perguntas abertas e sem entregar o ouro de cara. Tipo: “Você compraria meu app?”.

Mais algumas dicas

6. Comportamento passado é o que importa – O correto é descobrir como as pessoas se comportam em relação a esse tema. Exemplo: se o seu app é para as pessoas lançarem o que comem e os exercícios que fazem, pergunte para seu público-alvo (gordinhos) assim: 1. “Você já teve problemas para emagrecer?”; 2. “Como você lidou com esses problemas”; 3. “Qual seria a solução ideal para resolver esse problema?”.

7. Rabisque sua ideia – Chegou a hora de dar cara para o seu negócio. Pode desenhar seu site/app em uma folha de caderno até chegar em um modelo consistente! Existem diversos sistemas para montar mockups de produtos web ou apps, como o Balsamiq ou MockingBird. Nem pense em fazer um protótipo muito profissional.

8. Menos é Mais – “Se você não tem vergonha da primeira versão do seu site, é porque você demorou muito para lançar”, já dizia o fundador do Linkedin. Ou seja, é melhor ter algo feito do que não ter nada.

9. Landing Page – Use plataformas web para criar uma landing page (página focada em mostrar o que você faz e colher interessados em usar/comprar).

10. Show me the money! – Não há validação maior do que ter alguém pagando para usar seu produto. Por isso, esqueça o dinheiro do investidor e gaste tudo que você tem fazendo “bootstrapping” (começar a empreender com o dinheiro dos seus próprios clientes).

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Principais dicas jurídicas para abrir uma startup

  • Tenha sempre um advogado ou escritório de confiança perto de você. Não espere algo dar errado para ir atrás de representação. É importante ter sempre respaldo jurídico na elaboração dos contratos, revisão e políticas de privacidade.
  • Registre seus funcionários. Quando sua startup começar a crescer você vai precisar fazer novas contratações e é importante se proteger contra eventuais processos trabalhistas.
  • Deixe muito claro os termos societários e também os de vesting caso essa prática seja adotada na sua startup.
  • Esteja próximo a associações e entidades que tem como objetivo fomentar o ecossistema de startups para aprender a tirar proveito de todo o conteúdo e ajuda que eles podem dar nas diferentes etapas do processo, desde a criação da sua startup até o momento que ela já estiver consolidada em seu segmento.
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