Como ser um bom vendedor (nos negócios e na vida!)

Na volta de um intercâmbio nos Estados Unidos, Pedro Carnevale decidiu correr atrás da sua independência financeira. Para isso, mergulhou no negócio do pai e, em seguida, apostou no seu próprio negócio, a Start Atendimento.

Hoje prestes a completar cinco anos de empresa, ele comemora a transição do home office para o novo escritório, e o faturamento de quase R$1 milhão no ano passado.

Pedro também é professor de Vendas e Atendimento no curso Empreendedor 360, além de ter vídeos gratuitos aqui no portal.

Conversamos sobre sua trajetória de jovem empreendedor e pegamos valiosas dicas sobre atendimento ao cliente e vendas. Confira!

Empreendedor desde cedo

O gosto por empreender parece ter acompanhado Pedro Carnevale desde cedo. Mas ele acredita que, além da vontade de ser seu próprio chefe, outro fator foi muito importante na sua jornada: oportunidade.

“Acho que foi muito mais oportunidade e as coisas foram acontecendo. Eu já tinha entendido que eu não gostava muito do curso que fazia na faculdade.”

pedro carnevale Como ser um bom vendedor
Pedro Carnevale é sócio da Start Atendimento e dá aulas no portal Eu Sou Empreendedor

Durante a faculdade de Comunicação Social/Jornalismo, ele teve a oportunidade de fazer intercâmbio por duas vezes e morar no Estados Unidos.

“Quando voltei, eu naturalmente fui buscar minha independência financeira, e tive oportunidade de trabalhar com meu pai no negócio dele, que tinha boas chances de expansão.”

Assim, quando voltou dos Estados Unidos, embora ainda muito novo, encontrou as portas abertas do negócio do seu pai.

“Ali eu acho que começou minha vida empreendedora. Foi quando eu comecei a aprender, principalmente sobre o que não fazer em negócios.”

Sempre muito independente e proativo, ele lembra que no primeiro período da faculdade era o único aluno que já tinha estágio. “Era até um estágio não remunerado, mas eu tinha uma ajuda de custo.”

Sempre tive essa coisa de correr atrás, ou melhor, correr na frente. E acredito que de alguma maneira isso tem alguma ligação com empreendedorismo.

Da CLT para o próprio negócio

Aos 34 anos, Pedro lembra perfeitamente do nascimento da Start e do momento de transição entre o emprego remunerado e o empreendedorismo.

“Nessa época, quando coloquei a Start ‘na rua’, eu estava no mercado convencional. Eu era empregado, funcionário CLT. Lembro exatamente como e quando eu comecei a construir, para amadurecer minimamente a empresa a ponto de poder me desligar do emprego e no dia seguinte já começar a trabalhar no meu negócio.”

Ninguém faz nada sozinho. Quem empreende e alcança algum resultado considerável, não dá para dizer que fez sozinho. Sinceramente, não acredito que ninguém faça nada sozinho.

Nessa fase, Pedro contou com o apoio de grandes amigos, que inclusive hoje são grandes players no mercado do Rio de Janeiro.

“O próprio João Diniz, que já deu entrevista aqui no portal, considero um dos meus mentores de negócio. E ele era meu chefe na época. Foi muito bacana da parte dele porque mesmo achando loucura minha e mesmo querendo que eu permanecesse com ele lá na empresa, ele me apoiou como pode, me subsidiou informação e conhecimento. Entre várias outras pessoas.”

Do home office para o escritório

A Start completa cinco anos em novembro de 2019. Sempre funcionou com consultores e colaboradores espalhados pelo mercado, e Pedro em seu home office.

“Esse momento construção e concepção do espaço físico está acontecendo agora, quatro anos depois. Inclusive, um dos nossos segredos foi ter trazido o custo fixo reduzidíssimo até aqui.”

Isso foi possível porque a Start vende serviços: consultorias, treinamentos, cursos in company e serviços de RH.

“Para o nosso negócio foi oportuno porque estamos muito mais in company, no cliente, e acaba não tendo tanta necessidade de um espaço.” Segundo Pedro, o escritório físico nasce agora estrategicamente.

“Lá atrás, isso seria um custo, mas hoje eu vejo como um investimento. Até porque eu percebi que minha própria capacidade de produção caiu, de um ano para cá, por estar cansado de fazer home office. Chega um momento que o negócio cresce de tal forma que se mistura muito com sua vida pessoal e acaba atrapalhando a produtividade.”

O desafio de abrir uma empresa

Na abertura de uma empresa, Pedro considera duas ajudas muito importantes, ainda mais para quem é leigo: serviços de contabilidade e serviços jurídicos.

O cenário em que empreendemos aqui no Brasil, e no Rio de Janeiro tanto quanto, não é nada favorável. Muito pelo contrário, eu diria que ele é desanimador. Mas quem tem empreendedorismo na veia acaba tomando isso como um desafio.

A Start foi formalizada um ano depois do seu nascimento. “Quem me deu esse toque foi um segundo mentor meu de negócio e também grande amigo, até virou cliente, o Wagner. Ele tem uma empresa de engenharia e me falou: começa com seu menor custo possível e leva até onde der.”

Até que com 11 meses de empresa, surgiu a oportunidade de fechar um grande contrato de parceria com o SindRio, que inclusive é parceiro da Start até hoje.

“Lembro que eu recebi o e-mail deles dando ok na parceria, solicitando o CNPJ, que não existia naquele momento, e uma série de certidões negativas. Aí acabou entrando minha veia de vendedor.”

Foi assim que ele ganhou tempo, contou uma história e conseguiu formalizar a empresa para fechar a parceria.

“Na época eu tinha um sócio parceiro, o Zé, que é formado em Ciências Contábeis e tem conhecimento de Contabilidade, então ele me deu algum apoio. Quem concebeu nosso contrato social foi um advogado, então tive esse respaldo jurídico. Só que para o trabalho que o contador faria, eu não pude contar com ninguém, até porque eu não tinha capital.”

Ele mesmo foi à Junta Comercial formalizar a empresa, e lembra que teve alguns entraves em uma das fases, a apresentação de um documento chamado DBE. “Foi extremamente burocrático, acredito que hoje tenha melhorado.”

Depois dessa fase inicial sem nenhuma ajuda, Pedro passou a contar com um contador, Ivanir Vasconcellos, que também já deu entrevista aqui no portal.

Network vale mais que capital

A Start começou com pouquíssimo capital, mas Pedro sempre teve uma ótima rede de relacionamento. E ele soube tirar proveito disso.

Para começar um negócio do zero, em um cenário ideal, você tem muitos contatos e uma boa quantidade de dinheiro ou você tem de ter pelo menos um dos dois. Mas se eu tivesse de optar por um, sem dúvida eu ficaria com o network.

Para Pedro, se o empreendedor tiver um network forte, bem nutrido, muito bem alimentado, dá para começar um negócio com pouco recurso.

No ano passado, a Start faturou bem perto de R$1 milhão. Mas não foi sempre assim.

“Minha maior dificuldade foi construir autoridade, ser reconhecido no mercado. Aí você tem de ser muito bom vendedor. Tem de ser bom em vendas.”

No início, Pedro investiu R$ 3.500 e tinha na cabeça que ia ter um payback (retorno do investimento) em seis meses.

“E esses seis meses viraram um ano, um ano e meio, e começamos a ter algum resultado financeiro considerado razoável, que eu pelo menos conseguisse me manter, a partir do segundo ano.”

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