Como criar conceito e posicionamento de marca

Quantas vezes você não voltou num restaurante porque a experiência foi boa? Todo mundo tem seu lugar preferido para comer, beber, dançar. Isso acontece por identificação. E marcas que conseguem criar essa forte identificação com seu público-alvo seguem tendo sucesso por mais tempo.

É isso que acontece na Bla Blá Champanheria, cujo dono, João Diniz, tem todo um cuidado na construção do conceito e posicionamento da marca.

Aos 45 anos, o empresário coleciona muitas experiências à frente de restaurantes e casas noturnas.

No vídeo abaixo, João fala sobre como escolher seu nicho, se posicionar e manter essa imagem da marca a longo prazo.

Qual seu público?

Para João, ao montar um negócio, o empreendedor deve ter certeza do público que quer buscar e das ferramentas que vai ter para buscar esse público.

“Conceito e posicionamento são fatores que determinam 100% do sucesso do seu negócio. Obviamente, passa por uma série de fatores, como atendimento, o ponto e outros, mas é a essência do seu negócio, o posicionamento e o conceito.”

Para criar uma marca, João explica, é importante definir primeiro o público que você quer, o que você vai oferecer e a forma como vai oferecer.

E isso sabendo que você tem muitos concorrentes no mercado que também têm propostas muito boas.

“É pensar fora da caixa. É você buscar alguma sacada que ninguém teve, só que de uma forma comercial. Não é inventar a roda, mas buscar algum posicionamento, algum diferencial para trabalhar focando no sucesso do seu negócio.”

Como se posicionar?

Na prática, há vários recursos que podem ajudar na construção do posicionamento de marca. Desde o produto até a experiência criada em volta dele.

“Quando eu desenvolvi a Bla Blá Champanheria, eu queria dar a esse restaurante o conceito de champanheria. Então, eu busquei um público A e B. Nascemos na Barra da Tijuca, no Jardim Oceânico. Eu sabia exatamente o público que eu tinha e a proposta que eu queria levar a eles. Eu queria ter um bar restaurante com um glamour diferenciado.”

Por isso, João foi buscar o conceito na champanhe, que é um produto que tem um glamour, um tipo de posicionamento diferenciado.

João Diniz dicas posicionamento de marca

“Temos uma bela carta de bolhas, uma bela carta de vinhos, mas eu não quis ficar parado aí. Achei que seria pouco ou eu fecharia demais o nicho do meu público. Então, desenvolvi uma carta de drinks assinada por mixologistas, assim eu poderia levar também uma experiência ao público que eu queria buscar, um público diferenciado.”

Na Bla Blá, João saiu dos drinks padrões, como as famosas caipivodkas, e foi buscar texturas, um visual diferente e misturas para oferecer uma experiência nova para seu público.

Com isso, ele criou o que chama de “DNA próprio” da marca.

“O DNA próprio é o grande diferencial do mercado. Quando você vende produtos que já são comuns no mercado, você não tem um DNA, uma história para contar.”

Há drinks exclusivos na Bla Blá e que só são vendidos na Bla Blá. “Para degustar esses drinks, as pessoas vão ter de ir até o nosso estabelecimento.”

Não basta só produto, tem que ter experiência

João trabalha em cima de dois pilares que considera essenciais para o sucesso da empresa: produtos e experiências.

“Produtos como drinks, uma carta de champanhe, a gastronomia japonesa, obviamente criando pratos específicos nossos, além da gastronomia contemporânea. Com relação à experiência, buscamos música, visual, decoração, todo um layout, as formas de atender, os lounges. Tudo que proporcionamos vai ditar o conceito e o posicionamento da marca.”

A ideia de quem cria uma marca, geralmente, é perpetuá-la por muito tempo. O segredo para isso, segundo João, é estar sempre muito antenado a tendências.

O mercado é ditado por tendência. E não só tendência diretamente no seu mercado mas em mercados que tenham a ver com o seu negócio. Por exemplo, quem tem um restaurante não é do ramo de moda, mas pode usar uma tendência na roupa dos garçons.

Outros exemplos são as tendências na arquitetura, na gastronomia, na carta de drinks, na música.

Para João, acompanhar as tendências vai fazer a marca ter uma longevidade maior.

“O nosso dever é acordar todo dia e tentar enxergar algo diferente, sair do padrão. Isso para tudo na vida. Mas, principalmente, em um negócio.”

Ele lembra que a concorrência é cada vez maior, e muitas vezes o empreendedor não tem o recurso financeiro que impulsiona e facilita o caminho.

“Quando você tem uma boa ideia, um pensamento fora da caixa, uma leitura diferente, obviamente comercial, é o caminho do sucesso.”

O empreendedor que se destaca é aquele que pega a essência da ideia e sabe comercializá-la no seu local de trabalho.

“O mercado do Rio é um, São Paulo é outro, Minas é outro. A Barra fala de uma forma, a Zona Sul fala de outra. Você precisa entender e fazer a leitura do que o seu mercado precisa pensando fora da caixa, para encaixar um ótimo produto.”

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