Capital C: documentário mostra prós e contras do financiamento coletivo

Capital C é um documentário que mostra o contexto de diversos empresários em busca de dinheiro para alavancar os seus negócios por meio do financiamento coletivo, ou crowdfunding, em inglês.

Dirigido por Timon Birkhofer e Jorg M. Kundinger, o programa gira em torno de três estudos de caso de empreendedores que tiveram sucesso nos seus negócios:

Jack Robinson, um artista que desenha cartas de baralho;
Zach Crain, um fabricante de meias para os pés e para as garrafas da Freaker USA;
Brian Fargo, o desenvolvedor do jogo Wasteland.

O interessante desse documentário é que ele oferece a possibilidade de você refletir sobre uma situação bastante presente na vida da maioria dos empreendedores. Aquela de deixar para trás o emprego tradicional, que não motiva nem um pouco, para seguir o grande sonho de ter o próprio negócio.

Mas calma, não é só isso.

documentário capital C financiamento coletivo (1)

Apesar do tão esperado contexto de se ver livre do chefe, o programa deixa claro que os apoiadores e financiadores são praticamente os novos patrões. É para eles que o empresário precisa prestar contas sobre o andamento e o progresso do projeto.

Acha que essa pressão é menor do que a que o gestor faz no emprego tradicional? É aí que você se engana.

Nem todos os empreendedores conseguem lidar com ela. Alguns, ainda, têm dificuldades em encarar o fato de receber dinheiro de terceiros e também em tocar o negócio depois de atingirem as metas em plataformas como o Kickstarter, por exemplo.

Portanto, financiamento coletivo realmente não é para qualquer um! Saiba mais sobre ele e sobre o documentário Capital C nas linhas que seguem.

Como Capital C aborda o financiamento coletivo?

Em Capital C, a questão do financiamento coletivo é mostrada em toda a sua complexidade. A ponto de os empreendedores e seus apoiadores se envolverem praticamente de corpo e alma na estratégia.

O documentário mostra, por exemplo, uma situação relacionada à Urban Outfitters. A multinacional americana de varejo de estilo de vida infringiu as patentes da Freaker.

Os apoiadores da startup, que não tinha condições de recorrer à lei, ao terem ciência da situação, bombardearam a página da Urban no Facebook com mensagens de apoio à Freaker.

Isso fez com que a multinacional se visse obrigada a retirar o produto do catálogo.

Esse exemplo mostra toda a grandiosidade do sentimento que o financiamento coletivo desperta nos envolvidos.

É como se os apoiadores fossem parte de uma startup que começou lá na garagem e que tem tentado se estabelecer no mercado, a ponto de não tolerarem o comportamento das gigantes em copiar a ideia.

Muitas, inclusive, levam a produção para a China e vendem o produto por um preço bem mais baixo.

Talvez até tenha a ver com aquela nossa velha sensação de não engolir nenhum tipo de injustiça com os, digamos, “menos favorecidos”. Vai saber…

Bom, isso é só uma especulação, mas o fato é que o financiamento coletivo, apesar de ainda recente no mundo e em pleno desenvolvimento, é uma possibilidade de crescimento para muitas empresas.

Afinal, como funciona o financiamento coletivo?

Financiamento coletivo é quando diversas pessoas se identificam com o seu projeto e colaboram financeiramente para que ele saia do papel.

Basicamente, os investidores fazem as contribuições e recebem recompensas por elas. Pode ser um produto personalizado, um desconto ou até uma edição limitada.

É assim que os empresários levantam o dinheiro que precisam para alavancar os seus negócios.

Mas, para isso, é essencial que a campanha seja muito bem estruturada, além de criativa, para que seja possível atrair o investidor, claro.

Se você se identificou e acha que a alternativa é interessante, saiba que no Brasil existem algumas plataformas para quem está em busca de financiamento coletivo.

Entre elas estão a Catarse, a Kickante, a Impulso, a Startando, a Ideame, a Garupa e a Juntos.

Algumas são específicas, para esportes, projetos sociais, cultura, animais e etc.

No mais, assista Capital C e inspire-se nas histórias das três empresas que participam do documentário!

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