Bolsa de Valores: o que é e como investir

A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), que tem sede em São Paulo, surgiu em 2008, após a união da Bolsa de Valores de São Paulo e a Bolsa de Mercadorias e Frutos, atuando com os mercados de bolsa e de balcão. Porém, o que é preciso para investir: definir seus objetivos, além de conhecer o mercado.

A companhia possui escritórios nas cidades de Nova York, Londres e Xangai, para oferecer todo o suporte necessário a quem atua nesse mercado, além de uma estrutura de 1.338 funcionários, fora os 63 estagiários. Em 2016, a Bolsa de Valores tinha o valor de R$29.948 milhões.

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Bolsa de Valores tem o valor de R$29.948 milhões

E se você está pensando em investir nas ações, saiba que é preciso saber alguns fatores, sendo eles: como funciona o mercado, quem fiscaliza e quais empresas podem negociar, e o mais importante como investir. Para investir na bolsa, o valor inicial do investimento não precisa ser alto em algumas modalidades.

Como investir na Bolsa de Valores

No Brasil, a BM&FBovespa é responsável pelos mercados de bolsa e balcão. Os principais tipos de ativos são negociados, como ações, títulos de renda fixa, contratos derivativos financeiros e de commodities, moedas, entre outros.

Antes de investir, é importante definir os seus objetivos e o prazo em que deseja obter retorno. As orientações que a própria bolsa divulga são de caráter informativo, o que não inviabiliza, mas apenas reforça a importância de pesquisar. O futuro investidor deve pesquisar bem sobre o mercado e procurar uma corretora para orientações e intermediar seus investimentos na bolsa de valores.

Entenda o mercado das ações

A Bolsa de Valores trabalha com valores mobiliários, ou seja, as ações. Quem adquire ações é chamado de acionista e possui status de sócio. Sua propriedade é representada pelo “Certificado de Ações” ou pelo “Extrato de Posição Acionária”.

Apenas as companhias de capital aberto, que possuem registro na Comissão de Valores Mobiliários, podem negociar suas ações publicamente. A CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável por esse mercado.

O investimento individual em ações é feito quando o interessado contrata os serviços de uma corretora que fará a ponte nas negociações. No investimento coletivo, os membros devem adquirir cotas em clubes de investimento ou fundos de ações.

Para investir em ações, não é preciso dispor de uma alta quantia no início. Os dividendos são recebidos periodicamente e há possibilidade de comprar e vendê-las a qualquer momento. É também possível alugar ações através de um empréstimo de ativos para ter um rendimento extra.

Há diversas formas de investir em ações, por isso consultar um corretor é essencial. Os riscos também existem, já que este é um mercado de renda variável. As taxas que envolvem o investimento em ações são:

– Taxa de corretagem: cobrada pelas corretoras para acessar o mercado;

– Taxa de custódia: valor mensal cobrado pela guarda das ações pela BM&FBovespa e serviços oferecidos pela corretora;

– Imposto de Renda: geralmente de 15% sobre os ganhos. É cobrado na saída do investimento e se o resgate for maior do que R$20 mil.

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Investimento em fundos de índices (ETFs)

O fundo de índices (ou Exchange Traded Funds – ETFs) é um investimento que pode ser comprado ou vendido como uma ação. As cotas refletem a performance de um determinado índice de referência de um setor da economia.

Ao investir em um ETF, você passará a ter parcela de todas as ações do índice de referência, sem precisar comprar separadamente a ação de cada empresa. Esse é um investimento diversificado e como não está direcionado a uma única empresa, dilui o risco.

Nesse caso, o investimento inicial pode ser baixo, como nas ações. A taxa de administração também poderá ser menor. É possível também aplicar e resgatar a qualquer momento, como uma ação. Assim como nas ações, essa é uma renda variável que deve ser procurada por quem pensa em investir a longo prazo e tolera variações no valor da aplicação.

O Tesouro Direto

Criado para tornar o acesso a títulos públicos federais mais simples. A aplicação é por qualquer pessoa física, no valor mínimo de R$30. O investimento é considerado direto, já que antes de investir em títulos públicos era possível apenas de forma indireta, como pelos fundos de investimento.

Esse é um investimento em que você empresta recursos ao país e recebe um valor por isso. É indicado para quem busca baixo risco e boa rentabilidade, já que o seu emissor é o governo federal. Como os títulos são nominais, garante aos investidores a segurança de posse, no futuro, do direito de recebimento.

Investimento em fundos imobiliários

Alternativa a quem deseja entrar no mercado de imóveis mas não quer adquirir um ou investir os recursos em um único ativo. Para entrar em um fundo imobiliário, há lançamentos mínimos de mil reais.

Esse é também um investimento diversificado, pois implica em investir em construção para venda, aluguel, títulos emitidos para financiar obras, ações de empresas do ramo, cotas de outros fundos imobiliários, entre outros.

Os rendimentos de pessoas físicas nos fundos imobiliários estão isentos de imposto de renda, como: recebimentos de aluguéis, rateio da venda de um imóvel do fundo, etc. As taxas são as comuns a todos os investimentos: custódia, corretagem e por operação.

Alguns dos riscos de investir em fundos imobiliários incluem a procura abaixo do que previsto na compra ou aluguel dos imóveis, inadimplência de locatários ou compradores, aluguéis abaixo do previsto, e crise na política e economia.

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