Abrir uma startup: quais as maiores dificuldades?

Em nossa visita à Feira do Empreendedor 2018 conferimos com um espaço dedicado somente às startups. Além de palestras e dicas para quem quer entrar nesse mundo, a área abrigou algumas startups e seus responsáveis, mostrando um pouco do que eles desenvolvem nesse ambiente inovador e tecnológico. Nós conversamos com os expositores para entender quais as maiores dificuldades na hora de abrir uma startup no Brasil.

Startups destacam principais dificuldades

Você tem uma ideia inovadora e quer tirá-la do papel criando uma startup no Brasil? A partir da pesquisa que fizemos entre os expositores de startups da Feira do Empreendedor, você pode ter uma ideia das principais dificuldades de quem já conseguiu abrir sua startup. Confira o gráfico abaixo.

principais dificuldades de abrir uma startup

 

Hookapp

O Hookapp é um a plicativo de encontros casuais perfeito para as pessoas que procuram segurança e diversão na casualidade. Uma proposta ousada e um modelo de negócios inovador, que combina segurança e recomendações para uma experiência melhor que apenas encontros.

De acordo com o site da marca, o projeto “conecta pessoas de mente livre e coração aberto para experiências que são muito mais do que encontros”. O aplicativo conta com quatro níveis de verificação de segurança para garantir o cuidado com os usuários.

Dalma Dias, fundadora do Hookapp, contou que as duas principais dificuldades que ela e o sócio encontraram foi no recrutamento de desenvolvedores e programadores, e a captação de recursos. “É muito difícil você conseguir investidor-anjo nos mesmos moldes dos EUA, por exemplo. Aqui o investidor-anjo busca empresas que já estejam com o CNPJ aberto, rodando e faturando. E, preferencialmente, lucrando. Eles não querem investir em projetos acadêmicos que tenham bastante potencial, como é o nosso caso”, revelou.

Fast-In

Uma ferramenta gratuita onde você pode antecipar e confirmar o seu check-in em diversos meios de hospedagem do Brasil, com um cadastro único e gratuito. Essa é a proposta da Fast-In, que pretende resolver uma série de problemas nesse sentido, principalmente o tempo gasto para fazer o check-in.

“Nossa missão é proporcionar mais tempo para o que realmente importa para você, através da eliminação de filas, burocracias e estresse logo na sua chegada ao Hotel”, informam em seu site.

Eder Sambo, criador da Fast-In, também destacou a falta de programadores no time. “Muitas vezes nós temos ideias, imaginamos soluções para problemas reais da sociedade, mas não sabemos como colocar essa ideia em prática. Tirar essa ideia do papel e transformar em uma solução de tecnologia que possa realmente resolver um problema das pessoas.”

CultureNow

CultureNow é uma startup que busca soluções para divulgação de peças teatrais de acordo com perfil e gostos do usuário. A ideia é oferecer recomendações de peças, além de conectar todos os intermediários envolvidos do meio cultural.

Para Andrew Hideki, CEO e fundador da CultureNow, a maior dificuldade foi gestão de equipe. “Todos os nossos sócios, inclusive eu, somos estudantes, temos nossa vida pessoal e um emprego fixo para poder pagar as contas. Fora os projetos da faculdade. Então, fazer com que todos estejam engajados em um projeto que ainda não está dando dinheiro, que você ainda não vê nada palpável, é bem difícil.”

Bruno Almeida, diretor de Comunicação da startup, reforça a dificuldade em relação ao comportamento organizacional. “Trabalhar nessa construção, você pegar uma equipe e trabalhar valores que estejam dentro de cada um de forma intrínseca, e aí construir uma cultura dentro da empresa. É uma dificuldade que a gente acaba passando no dia a dia”, explicou.

Agência Solut

A Agência Solut nasceu da paixão de suas idealizadoras, Maria Cecília e Thais, por empreendedorismo, tecnologia e design, e da vontade de auxiliar outros empreendedores.

Tanto quem está começando um novo negócio quanto quem já tem uma empresa e quer se expandir.

A missão que pregam é desenvolver serviços para facilitar a caminhada empreendedora, conectando pessoas. Oferecem serviços de criação de sites, identidade visual, gerenciamente de redes sociais, e-commerce e blog.

Maria Cecília Miclos, CTO da Agência Solut, destacou como maior dificuldade a aquisição de clientes. “Porque a maior parte das pessoas, principalmente no setor de serviços, quer ver um portfólio. E quando a gente começou, não tinha nenhum. Então, era difícil transmitir essa confiança que os clientes queriam.”

MXR Arte e Tecnologia

Uma startup brasileira de base tecnológica incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP).

A proposta da MXR é desenvolver modelos criativos de experiências lúdicas ao usuário. Oferecem produtos e serviços inovadores sob o conceito X-Reality (XR), que inclui as realidades virtual, mista e aumentada.

Atuam na Economia Criativa, em segmentos diversificados de mercado e pesquisa. Entre eles os de Entretenimento, Educação, Mobilidade Urbana, Tecnologias Sociais e Engenharia Criativa (Indústria 4.0).

Camila Hamdan é co-fundadora da MXR Arte e Tecnologia e contou que sentiu dificuldade na hora de transformar o sonho em realidade. “A maior dificuldade foi fazer um planejamento consistente desse sonho e, depois, adquirir fomento para a realização. E também formar uma equipe especializada. É uma tecnologia nova, uma invocação disruptiva, com um modelo de negócio diferenciado. Então, está sendo um grande desafio.”

Let´s Work

A Let´s Work oferece o registro de ponto com reconhecimento facial, de maneira moderna, rápida e confiável para empresa e seus funcionários. É possível ver em tempo real quem está trabalhando ou não, sabendo quem foi trabalhar, quem está em horário de almoço, quem está fazendo horas extras e quem já finalizou a jornada.

A ideia é simplificar o sistema de ponto, já que para fazer o uso da ferramenta é necessário apenas um tablet ou celular. Nâo há custos de compra de equipamentos específicos, recargas de bobina e mensalidades, que muitas vezes encarecem o orçamento das empresas.

Cynthia Akao, da Let´s Work, lembrou que uma das maiores dificuldades foi com a parte de Legislação. “Como trabalhamos com ponto eletrônico alternativo, tivemos que estudar muito como funciona a legislação, do Ministério do Trabalho. Depois, disso, entender o mercado, o que eles precisavam, para desenvolvermos um produto que atendesse às exigências das empresas.”

Colocar no mercado um produto inovador não é fácil. “Todo mundo conhece o ponto tradicional, do dedo. Quando a gente fala em reconhecimento facial, muita gente arregala os olhos”, contou Cynthia.

Denis Akao destacou também a parte técnica como uma dificuldade. “Desenvolver um aplicativo confiável e fácil, para que qualquer pessoa consiga usar e de forma rápida.”

Open Senses

Libras, legendas, closed caption, audiodescrição e Braille. A Open Senses oferece soluções de acessibilidade para aulas em EAD, programa web, evento e até para transmissões ao vivo.

É uma solução combinada de aplicativo web mais serviços de adaptação para tornar acessível aos deficientes auditivos e visuais conteúdos em qualquer canal e mídia de visualização.

Paullo Anaya, CEO da Open Senses, destacou como dificuldade a falta de apoio fiscal do governo. “Nós pagamos uma carga tributária muito alta para quem está começando uma empresa. Você não tem incentivos fiscais, e é difícil você conseguir um aporte financeiro. A principal dificuldade começa por aí, mas em relação ao apoio, como o do Sebrae, já estamos começando a ter muito mais. O Sebrae é maravilhoso nesse sentido, porque ele te dá todo o incentivo para tirar suas dúvidas e começar.”

6 dicas para startups que estão no começo

Para auxiliar os empreendedores em startups que estão no começo a construírem uma empresa de sucesso, reunimos abaixo seis dicas essenciais de Max Oliveira, CEO e cofundador da MaxMilhas.

1) Entenda que você não está abrindo um site, mas um negócio;

2) Escolha o momento certo para sair do trabalho;

3) Tenha cuidado para não escalar o negócio antes da hora;

4) Lembre-se que uma ideia não vale nada;

5) Dê importância ao RH;

6) Tenha um propósito ou não tenha nada.

Nesse link, você confere as explicações de Max Oliveira sobre cada um dos tópicos.

Tem uma startup? Aprenda com o Vale do Silício

Gerente de novos negócios da StartSe, Nathalia Medici conta, no vídeo abaixo, 5 aprendizados do Vale do Silício. A StartSe é um portal de conteúdo, cursos e eventos, além de conectar todo o ecossistema de startups.

O que falta para conseguir investimento?

No Hacking Rio, conversamos com Camila Farani, um dos “tubarões” do programa Shark Tank Brasil, onde empreendedores vão tentar vender suas ideias para investidores. Ela falou sobre o que uma startup precisa para receber investimento. Confira!

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